Os designers na Semana de Moda de Milão apresentaram suas coleções ready-to-wear de outono 2026, misturando inspirações culturais com artesanato inovador. Onitsuka Tiger se inspirou na cultura pop japonesa, Ahluwalia enfatizou laços comunitários e Brunello Cucinelli focou em texturas artesanais. Esses desfiles, realizados no final de fevereiro de 2026, exibiram tendências em evolução na moda sustentável e lúdica.
A Semana de Moda de Milão começou com apresentações vibrantes para a temporada ready-to-wear de outono 2026, apresentando coleções que mesclaram herança com estilo contemporâneo. Em 25 de fevereiro de 2026, Andrea Pompilio para Onitsuka Tiger reinterpretou códigos pop japoneses, inspirado nas luzes de néon de Tóquio, cores contrastantes e estética manga. A linha unificou elementos japoneses com a história da marca por meio de referências infantis e temas de uniforme escolar, incluindo saias plissadas mini combinadas com blazers ou camisetas listradas e jaquetas vintage dos anos 70. Calças sartoriais largas masculinas apareceram em tons pastel como sálvia, lilás e mostarda, complementadas por jaquetas puffer de arquivo. O calçado destacou tênis Mexico 66 Square e botas em cores vivas, estampa de lagarto ou florais. Bordados florais em jaquetas de fleece e camisas xadrez, junto com laços pastel, adicionaram toques românticos ao estilo manga. O show terminou com vestidos de veludo pregueado com bordados de contas e tecidos de efeito pena, combinados com tênis slingback de bico fino. nnMais tarde naquele dia, a coleção de Priya Ahluwalia, intitulada Birds of a Feather, explorou parentesco e amizades femininas, construindo sobre seu tema Affinity de primavera 2026. Motivos de pulseiras de amizade apareceram em tranças de seda em mangas longas azul gelo, ternos de lã entrelaçados e corsets trançados à mão em verde demantoide. Jeans e saias de denim incorporaram tramas intricadas, enquanto tecidos táteis e estampas amplas evocavam momentos íntimos na pista de dança sob luzes sincopadas. Alfaiataria escultórica e vestidos slip drapejados exaltaram a forma feminina com enfeites emplumados, em tons de chocolate, vinho e laranja queimada. Ahluwalia priorizou a sustentabilidade, reduzindo poliéster reciclado em favor de fios reciclados, denims não branqueados, sobras de estoque e materiais orgânicos. Peças de destaque incluíram um vestido preto com franjas para dançar e um terno de dupla camada. Uma prévia de sua colaboração com Puma destacou futebol de base e cores de herança nigeriana-indiana. Ela observou: “Eu realmente gosto de trabalhar nessas colaborações maiores para acessar suas novas tecnologias e ver as possibilidades para o nosso futuro.” nnEm 26 de fevereiro, Brunello Cucinelli elevou a imaginação e o conhecimento artesanal, como o designer descreveu em uma prévia: “quando imaginação e conhecimento artesanal trabalham juntos, alinhando-se para encontrar soluções para alcançar o melhor.” A coleção apresentou texturas inventivas como renda de lã com paetês, franjas tipo fusilli em bombers e capas de mohair fofas. Um bomber de malha de lã imitava pele de vison macia. Malhas de tons suaves em cores outonais serviram como outerwear, combinadas com corduroys de perna larga e cargoes para versatilidade dia-noite. Cucinelli afirmou: “Não é hora para minimalismo. Isso é couture campestre,” marcando uma mudança de seu cashmere assinatura para maximalismo luxuoso. nnEssas coleções refletem o foco de Milão em narrativas culturais, sustentabilidade e artesanato para outono 2026.