O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, reuniu-se com o presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca na quarta-feira, em meio a tensões crescentes sobre a aliança. Trump ameaçou retirar-se da OTAN devido à desaprovação de aliados europeus em relação à sua guerra contra o Irã. Rutte pretende convencê-lo do contrário, focando em benefícios compartilhados, como o aumento dos gastos com defesa.
Mark Rutte, secretário-geral da OTAN, chegou à Casa Branca para uma reunião crucial com o presidente Trump. A visita ocorre em um momento em que Trump critica repetidamente os aliados da OTAN por não apoiarem suas ações militares contra o Irã. Analistas descrevem o momento como altamente precário para o futuro da aliança, com Rutte recorrendo a sucessos passados para conduzir a discussão. Durante a tentativa anterior de Trump de adquirir a Groenlândia da Dinamarca, Rutte o convenceu a buscar negociações em vez de força, uma tática que ele pode empregar novamente hoje. Martin Quencez, do German Marshall Fund, disse à NPR que Rutte provavelmente usaria elogios e destacaria conquistas, como a pressão sobre os membros da OTAN para aumentar os orçamentos de defesa. Quencez enfatizou o compromisso de Rutte em evitar um recuo dos EUA da segurança europeia e preservar a credibilidade do Artigo 5, a promessa de defesa coletiva da OTAN que Trump frequentemente questionou. Linas Kojala, diretor do Centro de Estudos de Geopolítica e Segurança em Vilnius, Lituânia, expressou profunda preocupação com qualquer retirada dos EUA, formal ou informal. Kojala alertou que isso prejudicaria a segurança dos países do flanco oriental e sugeriu abafar as disputas sobre a guerra contra o Irã para priorizar a unidade da aliança. Os membros europeus acompanham as negociações de perto, esperando evitar discussões sobre o Artigo 13, que descreve os procedimentos de retirada. Teri Schultz reportou de Bruxelas para a NPR.