O governo do Paraná anunciou um auxílio temporário de R$ 1.000 por até seis meses para famílias de Rio Bonito do Iguaçu, devastada por um tornado na sexta-feira (7). O benefício visa apoiar moradores com renda de até três salários mínimos que perderam moradias. A medida faz parte de um novo programa estadual para vítimas de desastres naturais.
Na terça-feira (11), o governo do Paraná revelou planos para auxiliar moradores de Rio Bonito do Iguaçu, no centro-sul do estado, após um tornado devastador na sexta-feira (7). O fenômeno destruiu pelo menos 80% das casas e estabelecimentos comerciais da cidade, que tem quase 14 mil habitantes. Seis pessoas morreram em Rio Bonito, onde ventos atingiram 330 km/h, segundo o Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná).
O auxílio proposto é de R$ 1.000 mensais, por até seis meses, direcionado a famílias com renda de até três salários mínimos que sofreram perda total ou parcial de moradia. De acordo com o governador Ratinho Junior (PSD), os repasses ocorrerão via um programa ainda a ser criado, focado em vítimas de desastres naturais em todo o estado. "A ideia é que os repasses sejam feitos no âmbito de um programa que ainda vai ser criado", disse o governador.
O programa será coordenado pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Social e Família, utilizando cadastros da Defesa Civil estadual. Até a tarde de segunda-feira (10), 1.337 famílias vulneráveis já estavam registradas. Além do benefício mensal, o governo planeja repassar recursos para compra de material de construção, com valores de até R$ 50 mil por família, embora os critérios exatos ainda não estejam definidos.
Rio Bonito do Iguaçu tem um IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) de 0,629, ocupando a 384ª posição entre os 399 municípios paranaenses, conforme dados de 2010 do PNUD. As tempestades severas afetaram o centro-sul do estado, registrando três tornados por volta das 18h de sexta em Rio Bonito do Iguaçu, Turvo e Guarapuava. Em Guarapuava, na zona rural, um homem morreu. Assentamentos do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) na região também sofreram danos em casas e plantações.