O primeiro-ministro armênio, Nikol Pashinyan, declarou vitória após os resultados preliminares da comissão eleitoral do país mostrarem seu partido, o Contrato Civil, liderando a eleição parlamentar de 7 de junho com cerca de 49,8% dos votos, à frente do bloco pró-Rússia Armênia Forte, liderado pelo bilionário russo-armênio Samvel Karapetyan.
O primeiro-ministro Nikol Pashinyan afirmou que seu partido, o Contrato Civil, venceu a eleição parlamentar da Armênia realizada em 7 de junho, após a Comissão Eleitoral Central divulgar resultados preliminares que colocam o partido governista em primeiro lugar, com cerca de 49,8% dos votos. O bloco Armênia Forte, alinhado a Moscou, ficou em segundo lugar com cerca de 23,3%, segundo a mesma contagem preliminar. O bloco é liderado pelo bilionário russo-armênio Samvel Karapetyan, descrito em várias reportagens como uma figura pró-Rússia e, em coberturas recentes, como estando em prisão domiciliar devido a alegações ligadas a convocações para derrubar o governo. O resultado foi amplamente visto como um teste para o curso da política externa da Armênia após uma forte deterioração nas relações com a Rússia. Essa tensão se agravou após a operação do Azerbaijão em Nagorno-Karabakh em setembro de 2023 e a subsequente fuga de mais de 100.000 armênios étnicos para a Armênia, um deslocamento documentado pelas autoridades armênias e pela imprensa internacional. Pashinyan declarou que a Armênia "congelou" sua participação na Organização do Tratado de Segurança Coletiva (OTSC), liderada pela Rússia, argumentando que a aliança não cumpriu suas obrigações de segurança para com a Armênia. Separadamente, a Armênia expandiu nos últimos meses a cooperação com parceiros ocidentais e apoiou um projeto de trânsito regional apoiado pelos EUA, comumente referido como Trump Route for International Peace and Prosperity (TRIPP), descrito em reportagens internacionais como um corredor proposto para melhorar as ligações comerciais e diversificar as rotas no Sul do Cáucaso. Nos últimos anos, Pashinyan fez campanha sob a agenda "Armênia Real", retratando-a como um esforço por maior soberania e independência em uma região há muito moldada pela influência da Rússia. Os resultados preliminares indicam que o Contrato Civil permanece como a maior força no parlamento, embora esses números não sugiram que o partido atingiria automaticamente o limite de dois terços necessário para mudanças constitucionais sob o sistema político armênio.