Na VIII Cúpula de Petróleo, Gás e Energia em Cartagena, Pedro Neiva, gerente geral da SLB na Colômbia, revelou que o país tem um fator médio de recuperação de petróleo de 18%, abaixo da média global de 36%. Neiva enfatizou a melhoria desse indicador para a segurança energética. A empresa, com 87 anos na Colômbia, avança em tecnologias para a transição energética.
A VIII Cúpula de Petróleo, Gás e Energia ocorreu em Cartagena, onde Pedro Neiva, gerente geral da SLB na Colômbia, compartilhou insights sobre a indústria de petróleo local. A SLB, presente em mais de 100 países com funcionários de mais de 180 nacionalidades, registrou receitas de US$ 136.800 milhões no ano anterior, segundo a Superintendencia de Sociedades. Neiva destacou a fábrica da empresa em Soledad, Atlántico, e a importância da Colômbia para a SLB: “A Colômbia é um ponto central para nós; caso contrário, não teríamos feito investimentos. A história que temos aqui, as pessoas e o talento colombiano que desenvolvemos, e a tecnologia que temos aqui, demonstram o investimento que estamos fazendo”.
Neiva observou que mais de 600 colombianos trabalham para a SLB no exterior, se desenvolvendo para cargos executivos. Em julho, a SLB adquiriu a ChampionX por US$ 7.000 milhões em todo o mundo; essa empresa tem mais de 300 funcionários na Colômbia e o país é um dos principais mercados internacionais. Na cúpula, discutiu-se o fator de recuperação: “A Colômbia está, em média, com 18% de fator de recuperação. Isso significa que 82% dos hidrocarbonetos ficam no reservatório. A média mundial é de 36%”. Aumentar esse fator em 1%, 2% ou 3% é fundamental para a segurança energética.
Com 87 anos na Colômbia, a SLB baseia suas contribuições em dois pilares: bom senso para garantir a energia e uma transição energética compartilhada. “Vamos contribuir para elementos tradicionais, reduzindo a pegada de carbono nas operações tradicionais de hidrocarbonetos (petróleo e gás), mas também contribuiremos com nossas tecnologias para elementos chave do que se chama transição energética ou novas energias: tecnologia em geotermia, hidrogênio e captura de carbono”.
Essas iniciativas visam equilibrar a exploração tradicional com inovações sustentáveis, fortalecendo a posição da Colômbia no cenário energético regional.