A Petrobras registrou lucro líquido de R$ 32,7 bilhões no terceiro trimestre de 2025, alta de 0,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. A estatal anunciou a distribuição de R$ 12,1 bilhões em dividendos, impulsionada por recordes de produção e exportações. No acumulado do ano, o lucro chega a R$ 94,5 bilhões.
A Petrobras divulgou seu balanço do terceiro trimestre de 2025 na noite de 6 de novembro, revelando um lucro líquido de R$ 32,7 bilhões, um aumento de 0,5% em comparação ao terceiro trimestre de 2024. Sem eventos extraordinários, o lucro ajustado foi de R$ 28,5 bilhões, queda de 6,1%. Em relação ao segundo trimestre, o resultado cresceu 22,7%, de R$ 26,7 bilhões para R$ 32,7 bilhões.
A receita de vendas caiu 1,3% em relação ao ano anterior, totalizando R$ 127,9 bilhões, mas subiu 7,4% ante o segundo trimestre. Em dólares, o lucro foi de US$ 6,03 bilhões, alta de 2,7% no ano-a-ano, e a receita de US$ 23,5 bilhões, aumento de 0,5%. O Ebitda aumentou 0,4%, para R$ 63,9 bilhões.
"A Petrobras está gerando resultados financeiros positivos e retorno aos seus acionistas, mesmo diante do novo patamar de preços do petróleo", afirmou o diretor financeiro Fernando Melgarejo, destacando a queda de US$ 11 por barril no Brent em 12 meses.
A produção atingiu recorde de 3,14 milhões de barris de óleo equivalente por dia, crescimento de 3,19% no ano-a-ano, superando o pico de 2019. Exportações de petróleo bateram 814 mil barris por dia, e incluindo derivados, ultrapassaram 1 milhão. A produção de combustíveis caiu 1,5%, para 1,79 milhão de barris por dia, mas vendas internas cresceram 1,9%, para 1,8 milhão.
A área de exploração e produção lucrou R$ 28,1 bilhões, queda de 6,2%, enquanto refino, transporte e comercialização mais que dobrou para R$ 3,1 bilhões, beneficiada por exportações. Investimentos no trimestre foram de US$ 5,5 bilhões, alta de 23,7%, quase todo em exploração; no ano, US$ 14 bilhões, aumento de 28,9%.
No acumulado de 2025, a companhia distribuiu R$ 32,4 bilhões em dividendos.