O príncipe William, herdeiro do trono britânico, iniciou sua primeira visita ao Brasil no Rio de Janeiro nesta segunda-feira, 3 de novembro de 2025, com atividades esportivas e ambientais. Ele jogou futebol no Maracanã, participou de uma simulação de resgate em Copacabana e anunciou uma iniciativa para proteger indígenas da Amazônia. A agenda inclui a premiação Earthshot Prize e compromissos na COP30 em Belém.
O príncipe William chegou ao Rio de Janeiro em 3 de novembro de 2025 para sua primeira visita oficial ao Brasil, representando o rei Charles III. O dia começou no Pão de Açúcar, onde recebeu as chaves da cidade do prefeito Eduardo Paes (PSD), ao som de 'Brasileirinho' por um grupo de choro no Morro da Urca.
No estádio Maracanã, William encontrou jovens de programas de formação de lideranças ambientais da fundação Earthshot e jogou futebol com crianças do projeto Terra FC. O jogo terminou em empate técnico: ele levou dribles, mas marcou um gol de pênalti e tirou selfies, respondendo 'obrigado' em português.
À tarde, na praia de Copacabana, o príncipe foi recebido por Tarciso Junior, secretário de Defesa Civil e comandante do Corpo de Bombeiros do Rio. Ele assistiu a uma simulação de resgate marítimo, conversou com socorristas sobre preservação ambiental e conheceu o Projeto Botinho, que envolve cerca de 5 mil crianças e jovens de 7 a 17 anos em atividades de segurança no mar e conservação ambiental.
Em clima descontraído, William jogou vôlei de praia com alunos do Instituto Levante, dirigido pela atleta olímpica Carolina Solberg. Com 1,91 m de altura, ele se jogou no chão para defender bolas e ensaiou bloqueios, sendo aplaudido por cariocas e turistas. 'Ele é alto e consegue atacar. Pode ser um bom jogador se praticar mais', disse Solberg. 'Foi muito divertido, foi a maior honra para a gente ser convidada para esse evento. Uma experiência para lembrar para o resto da vida.' Ela destacou o projeto como 'um espaço de acolhimento' para jovens de comunidades.
Durante a visita, William anunciou uma iniciativa para proteger povos indígenas e defensores ambientais da Amazônia, inspirada em um projeto africano de seguro para guardas-florestais. 'Hoje, as suas vidas estão cada vez mais em risco, e as suas terras estão sob ameaças crescentes. Se levamos a sério o combate à crise climática e a restauração da natureza, devemos apoiar aqueles que a defendem', afirmou o príncipe.
A agenda no Rio prossegue até quarta-feira, 5, com a cerimônia do Earthshot Prize no Museu do Amanhã, premiação ambiental fundada por William em 2020 via Royal Foundation, pela primeira vez na América Latina. Ele será entrevistado por Fátima Bernardes e apresentado por Luciano Huck. Em vídeo, William disse a Huck: 'Oi, Luciano. Estou ansioso para vê-lo essa semana. Muito obrigado por apresentar o Earthshot Prize na quarta. Te vejo lá.' Depois, segue para Belém na COP30, participando da Cúpula de Líderes Mundiais em 6 de novembro e eventos como a Cúpula Global do United for Wildlife.
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