Produtor diz que Makintach autorizou documentário sobre julgamento de Maradona

José Arnal, produtor do documentário 'Justicia Divina' sobre o julgamento pela morte de Diego Maradona, testemunhou que a juíza Julieta Makintach estava ciente do projeto e permitiu a entrada na audiência. Isso agrava a posição da magistrada no júri contra ela, após a anulação do debate judicial. O escândalo surgiu de filmagens não autorizadas que levaram à nulidade do processo.

No júri contra a juíza Julieta Makintach, José Arnal, dono da produtora La Doble A, testemunhou na quarta-feira que a magistrada estava ciente do documentário 'Justicia Divina', que narrava o julgamento pela morte de Diego Maradona a partir de sua perspectiva. Arnal revelou que Makintach havia visto o trailer e autorizou a entrada da equipe na primeira audiência no tribunal de San Isidro, que foi posteriormente anulada devido ao escândalo.

O produtor, com mais de 30 anos na indústria audiovisual, explicou que o roteirista Juan D'Emilio apresentou o roteiro em fevereiro de 2025, e ele decidiu financiá-lo inicialmente com 7 milhões de pesos, estimando um custo total de 800 mil dólares. Eles filmaram no domingo antes do início do debate nos tribunais de San Isidro e na terça-feira durante a audiência, capturando imagens da juíza, Fernando Burlando e Dalma Maradona. 'Tivemos autorização tácita para fazer isso, a juíza nos deixou entrar. No dia do julgamento, ela nos deixou entrar sem problemas, com a câmera e um guarda de segurança', afirmou Arnal.

D'Emilio, que se apresentou como escritor e fã de Maradona, concordou que a ideia surgiu em uma festa de aniversário onde conheceu Makintach por meio de María Lía Vidal. Inicialmente, a juíza rejeitou a proposta, mas depois autorizou uma entrevista e as filmagens. 'María Lía me disse que a juíza havia autorizado a entrevista e depois me disse que o que foi feito ela viu e estava bem', relatou ele.

O escândalo estourou em 15 de maio de 2025, quando a gravação se tornou pública, causando caos e a anulação do julgamento contra sete profissionais de saúde. Após o incidente, Makintach pediu em chats aos colegas do tribunal para permanecerem unidos para evitar a nulidade, segundo relatos. Jorge Barrera, ex-aluno da juíza, deve testemunhar na quinta-feira, com alegações a seguir e uma resolução esperada para a próxima semana.

Gianinna Maradona, em seu depoimento, recordou a promessa de Makintach de não filmar, que ela acreditou 'como mulher'. A juíza suspensa reiterou sua inocência e confia nas instituições, enquanto denuncia um colega por testemunho falso agravado.

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