Promotores formalizam cunhado por triplo homicídio em La Reina

Jorge Ugalde, cunhado da vítima Eduardo Cruz-Coke, foi formalizado pelo triplo homicídio de Cruz-Coke e seus dois filhos de 17 anos, ocorrido em 18 de outubro em La Reina. Os promotores acusam premeditação e traição com um motivo econômico ligado a uma herança familiar, enquanto a defesa nega a base patrimonial. O tribunal ordenou prisão preventiva por 180 dias.

O crime ocorreu em 18 de outubro em uma propriedade na La Cañada 6652, La Reina, onde Eduardo Cruz-Coke (62), cinegrafista, foi encontrado com pelo menos seis ferimentos de arma branca no pescoço, não autoinfligidos. Seus filhos gêmeos de 17 anos foram descobertos asfixiados no quarto principal, com traços de drogas de submissão em seus corpos de acordo com relatórios toxicológicos, facilitando sua falta de resistência.

Jorge Ugalde (59), psicólogo e cunhado da vítima casado com sua irmã Trinidad Cruz-Coke, foi preso na segunda-feira após relatórios da PDI ligarem seu DNA a amostras de sangue em maçanetas e outras áreas da casa. O Ministério Público Metropolitano Oriental, liderado por Carolina Remy-Maillet e Francisco Lanas, apresentou vídeos de Ugalde passeando com seu cachorro carregando uma sacola de papelão às 18:33, possivelmente para descartar uma faca usada no ataque. Em uma ligação para os Carabineros às 19:30, Ugalde relatou friamente: “Eles foram mortos”.

Entre as evidências, Ugalde comprou uma máscara no estilo Halloween (descrita como de gorila ou macaco) naquela manhã, com traços de sangue encontrados em seu quarto, e uma pistola falsa descoberta no local para simular um roubo, hipótese rapidamente descartada. Uma tentativa de envenenamento contra Cruz-Coke no final de 2024 envolveu Ugalde, conforme antecedentes não relatados.

O motivo aponta para disputas de herança: em 2014, Trinidad e Ugalde formaram uma empresa com os pais de Cruz-Coke, que detinham mais de 80% dos ativos avaliados em mais de um bilhão de pesos após suas mortes em 2017 e 2022. A advogada querelante Libertad Triviño destacou essa briga, mas o defensor Marcelo Castillo rejeitou: “Isso é totalmente ridículo, ele tem 2% na empresa... Ninguém mata por 20 milhões”.

Os testemunhos incluem uma voz feminina gritando “Eduardo” e Ugalde visto com uma mulher não identificada. Trinidad está imputada e prestou depoimento, com suspeitas de um papel na planejamento; os promotores estão examinando suas comunicações. A juíza Carolina Araya avaliou as evidências audiovisuais para ordenar a prisão preventiva, sem ainda fixar o motivo econômico, que será aprofundado em 180 dias de investigação. Ugalde, encontrado meditando com potes de maconha, nega as acusações e cooperará com os procedimentos.

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