Proteção para boxeadoras é a principal prioridade do CMB

Mauricio Sulaimán, presidente do Conselho Mundial de Boxe, enfatizou que a segurança das boxeadoras é a principal prioridade da organização. Enfrentando críticas por manter as rodadas em dois minutos no boxe feminino, Sulaimán justificou a decisão com evidências médicas. Ele revelou que as mulheres têm uma suscetibilidade 80% maior a contusões cerebrais.

O crescimento do boxe feminino tem impulsionado benefícios como bolsas maiores e maior visibilidade, mas também gerou controvérsias sobre a segurança no ringue. Mauricio Sulaimán, presidente do Conselho Mundial de Boxe (WBC), disse exclusivamente ao MILENIO-La Afición que proteger as boxeadoras é 'a principal prioridade'.

Este ano, as críticas se intensificaram pela recusa do WBC em estender as rodadas além de dois minutos ou para 12 rodadas, como no boxe masculino. Sulaimán explicou que as decisões são baseadas em pesquisas científicas: as mulheres têm 'uma suscetibilidade 80% maior a contusão cerebral'. A organização mantém as lutas em dois minutos e no máximo 10 rodadas, totalizando 20 minutos.

Sulaimán comparou com outros esportes que diferenciam por gênero: 'No basquete, a bola é menor e a cesta mais baixa; no tênis, as mulheres jogam três sets e os homens cinco'. Enfrentando pressão da mídia e promotores que priorizam o espetáculo sobre a integridade, o WBC permanece firme: 'Sabendo que o risco é maior para as mulheres, não mudaremos a regra de forma alguma. Levá-las a 12 rodadas de três minutos seria quase o dobro'.

Ele lamentou que algumas boxeadoras se arrisquem por pagamentos mais altos, criticando iniciativas como as de Jake Paul e sua empresa MVP, que igualam as condições com os homens. 'Eles estão enganando as lutadoras. Não é culpa das boxeadoras, mas dos treinadores, promotores e empresários que prometem mais dinheiro se lutarem três minutos'.

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