O presidente do Comitê de Agricultura da Câmara, Glenn Thompson, apresentou a Lei de Segurança da Mão de Obra Agrícola para oferecer status legal temporário a trabalhadores imigrantes ilegais do setor agrícola. A medida atraiu forte oposição de vários legisladores republicanos e grupos de defesa focados na aplicação das leis de imigração.
Thompson, republicano da Pensilvânia, apresentou recentemente o projeto de lei para resolver o que descreveu como uma crise de mão de obra agrícola que já dura anos. Ele afirmou que os custos astronômicos com trabalho levaram muitos agricultores à falência e argumentou que a reforma do programa de vistos H-2A é essencial para evitar maiores interrupções. Críticos, incluindo o deputado Andy Ogles, do Tennessee, e o ex-funcionário da Patrulha de Fronteira Gregory Bovino, condenaram a legislação como uma forma de anistia. Bovino escreveu no X que os apoiadores haviam "acabado de dar uma facada nas costas da promessa de deportação de Trump", enquanto Ogles declarou que não poderia haver "anistia como parte dessa conversa". O governador da Flórida, Ron DeSantis, e o House Freedom Caucus também publicaram mensagens se opondo a quaisquer medidas de anistia. O presidente Donald Trump disse na terça-feira que não sabia sobre o projeto, mas que o analisaria. Apoiadores de grupos agrícolas, incluindo a Federação Nacional de Produtores de Leite e o Conselho Nacional de Empregadores Agrícolas, afirmaram que a legislação forneceria uma força de trabalho legal sem grandes problemas na cadeia de suprimentos. Jeremy Beck, da NumbersUSA, disse à Newsweek que o projeto equivale a uma anistia para empregadores e reduziria os salários dos trabalhadores.