General russo baleado em Moscou após negociações de paz

Um alto oficial de inteligência militar russa ficou gravemente ferido em um tiroteio em Moscou na sexta-feira, logo após o término de negociações trilaterais de paz envolvendo EUA, Rússia e Ucrânia nos Emirados Árabes Unidos. O tenente-general Vladimir Alekseyev permanece em estado crítico após ferimentos a bala no peito, braço e perna. O Kremlin culpou a Ucrânia pelo ataque, chamando-o de tentativa de sabotar as negociações em curso.

O tenente-general Vladimir Alekseyev, de 64 anos e vice-chefe da inteligência militar russa, foi baleado fora de seu apartamento em Moscou ao sair para o trabalho. De acordo com investigadores russos citados pela Reuters, o atirador disparou várias vezes antes de fugir do local, e Alekseyev foi levado às pressas para um hospital onde luta pela vida. O incidente ocorreu apenas um dia após autoridades dos Estados Unidos, Rússia e Ucrânia encerrarem outra rodada de negociações nos Emirados Árabes Unidos. As negociações resultaram em um acordo para troca de prisioneiros entre Ucrânia e Rússia, mas não houve progresso em direção a um cessar-fogo ou acordo de paz mais amplo. O ministro das Relações Exteriores russo Sergey Lavrov descreveu o tiroteio como um 'ataque terrorista' e acusou a Ucrânia de tentar sabotar as discussões entre Moscou e Washington, conforme relatado pela NBC News. Alekseyev, uma figura condecorada honrada com o prêmio 'Herói da Rússia' pelo presidente Vladimir Putin, enfrentou sanções internacionais. Os Estados Unidos o visaram por envolvimento em ciberataques, enquanto a União Europeia impôs medidas após o envenenamento de Sergei Skripal e sua filha na Inglaterra em 2018. Em 2023, Putin enviou Alekseyev para negociar com o líder da Wagner Yevgeny Prigozhin durante uma revolta de curta duração; Prigozhin morreu posteriormente em um acidente de avião que autoridades americanas atribuem a uma bomba ou sabotagem. Este ataque segue um padrão de violência contra oficiais russos de alto escalão. Dois meses antes, em dezembro, o tenente-general Fanil Sarvarov, chefe da Diretoria de Treinamento Operacional, foi morto em uma bomba de carro em Moscou que as autoridades culparam pela inteligência ucraniana. Sarvarov foi o terceiro assassinato desse tipo desde o final de 2024, com a Ucrânia reivindicando responsabilidade por vários assassinatos desde o início da guerra. Jornalistas russos expressaram preocupações sobre a segurança dos principais líderes militares. O porta-voz do Kremlin Dmitry Peskov reconheceu os riscos, afirmando: 'Está claro que comandantes militares e especialistas de alto nível estão em risco durante a guerra. Mas não é o Kremlin que deve decidir como garantir sua segurança. Isso é assunto dos serviços especiais.' A Ucrânia não comentou o tiroteio. Enquanto isso, as negociações nos Emirados Árabes Unidos levaram a Casa Branca a concordar em retomar o diálogo militar de alto nível com a Rússia — o primeiro desde a invasão de 2022 — pois o tratado de controle de armas nucleares EUA-Rússia expirou na quinta-feira.

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