O Serviço Agrícola e Pecuário (SAG) apresentou uma queixa à PDI e ao Ministério Público pelo mau-trato e morte de uma puma fêmea e seus filhotes na comuna de Cochamó, região de Los Lagos. O caso, que gerou indignação após vídeos surgirem nas redes sociais, envolve indivíduos desconhecidos que torturaram os animais e jogaram seus corpos no rio Puelo. A espécie é protegida por lei, e os responsáveis enfrentam penas criminais e administrativas.
O incidente ocorreu no setor Segundo Corral de Cochamó, onde um grupo de indivíduos acorrentou uma puma fêmea, espancou-a e matou-a, repetindo o ato com seus filhotes antes de descartar os restos no rio Puelo. O grupo Defendamos la Patagonia divulgou o evento via Instagram, destacando a crueldade contra felinos protegidos em um dos últimos rios selvagens do Chile. “Vizinhos relatam que matam esses felinos protegidos e depois jogam seus corpos no rio como lixo, em um dos últimos rios selvagens do Chile”, postou a ONG.
Na terça-feira, o SAG apresentou a queixa à Brigada de Crimes Ambientais (BIDEMA) da Polícia de Investigações (PDI) e ao Ministério Público para identificar os responsáveis. O diretor local do SAG, Francisco Briones, enfatizou que caçar, capturar ou eliminar pumas viola a lei n° 19.473, e o mau-trato pode constituir um crime de crueldade animal. “Ambas as ações são graves e acarretam sanções administrativas e criminais, conforme estabelecido nas regulamentações vigentes”, declarou Briones.
O funcionário instou a comunidade a relatar irregularidades por meio dos canais oficiais do SAG para fiscalização oportuna. “Como serviço, reafirmamos nosso compromisso com a proteção e preservação da fauna silvestre da região e do país. Atos dessa natureza não apenas prejudicam uma espécie protegida, mas também danificam o equilíbrio ecológico e sistêmico do território”, acrescentou. Este caso destaca a vulnerabilidade da vida selvagem em áreas naturais como a região de Los Lagos.