Floyd Shivambu, líder do Afrika Mayibuye Movement, discursou em um evento de 'Dia da Não Liberdade' em Soweto, argumentando que, 32 anos após a democracia, as promessas da Carta da Liberdade permanecem não cumpridas. Ele acusou o CNA de falhar em garantir direitos iguais, riqueza compartilhada e segurança no emprego para todos os sul-africanos.
No Orlando Communal Hall em Soweto, Floyd Shivambu falou aos participantes na véspera das celebrações oficiais do Dia da Liberdade. O evento, organizado pelo Afrika Mayibuye Movement, contrasta com o discurso principal do presidente Cyril Ramaphosa, agendado para o Estádio Dr. Petrus Molemela em Bloemfontein. Shivambu destacou a história de Soweto como um centro da luta anticolonial e antiapartheid. Ele observou que o Congresso do Povo, onde a Carta da Liberdade foi adotada em 1955, ocorreu nas proximidades. 'A África do Sul pertence a todos que nela vivem', citou ele da carta, enfatizando seus apelos por justiça econômica, acesso aberto à educação e propriedade pública das riquezas minerais, bancos e indústrias. Ele relembrou como o regime do apartheid usou a Carta da Liberdade contra ativistas no Julgamento de Traição, embora ela tenha unido as pessoas na luta pela libertação. Hoje, Shivambu questionou se a África do Sul possui uma democracia verdadeira, afirmando que a liberdade parece limitada a poucos, enquanto muitos permanecem excluídos da riqueza e das oportunidades. Os princípios da Carta da Liberdade, incluindo 'Todos os grupos nacionais terão direitos iguais' e 'O povo compartilhará a riqueza do país', não foram realizados sob a liderança do CNA, segundo Shivambu.