Gana solicitou que a União Africana discuta os ataques xenofóbicos na África do Sul em sua cúpula de meio de ano no Egito. O ministro das Relações Internacionais sul-africano, Ronald Lamola, afirmou que a iniciativa dá a Pretória a chance de destacar os desafios migratórios.
O ministro das Relações Exteriores de Gana, Samuel Ablakwa, escreveu à União Africana em 7 de maio pedindo que o assunto fosse incluído na pauta da reunião de chefes de Estado, que ocorrerá de 24 a 27 de junho no Egito. Ele argumentou que os ataques violam a Carta Africana dos Direitos Humanos e dos Povos e prejudicam os esforços para promover a livre circulação sob a Área de Livre Comércio Continental Africana. Lamola disse a repórteres no mesmo dia que a África do Sul foi surpreendida pelo pedido, mas que acolhe a oportunidade. Ele afirmou que o país recebe a maior parte da migração irregular no continente e precisa enfrentar os fatores econômicos que levam as pessoas a deixar seus países de origem. O ministro acrescentou que alguns vídeos recentes que circulam nas redes sociais eram falsos ou reciclados de incidentes anteriores. Ele declarou que as investigações do governo não encontraram evidências de que dois cidadãos nigerianos ou dois ganenses tivessem sido mortos pelas forças de segurança, como havia sido alegado. Lamola enfatizou que qualquer ação de fiscalização contra a imigração ilegal deve ser conduzida pela polícia e não por grupos de vigilantes. Ele observou que o gabinete aumentou o financiamento para a gestão de fronteiras e planeja implantar um sistema de alerta precoce desenvolvido em conjunto com a Nigéria.