Squella critica atuação de Jara em debate com Kast

Arturo Squella, presidente dos Republicanos, descreveu o recente debate entre Jeannette Jara e José Antonio Kast como um 'festival de calúnias e insultos'. Em uma entrevista ao Canal 24 Horas, ele defendeu a estratégia de Kast e criticou os ataques pessoais de Jara. O evento, organizado pela ARCHI, ocorreu no Campus Oriente UC uma semana antes das eleições presidenciais.

O debate entre os candidatos presidenciais Jeannette Jara (PC) e José Antonio Kast (Partido Republicano) durou quase duas horas e meia e ocorreu na manhã de quarta-feira no Campus Oriente UC, organizado pela Associação de Emissoras de Radiodifusão do Chile (ARCHI). Pouco mais de uma semana antes das eleições de 14 de dezembro, Jara desafiou Kast, criticando seu assessor econômico Jorge Quiroz por suposta colusão com farmácias e questionando o candidato por não responder às perguntas dos painelistas, especialmente sobre cortes fiscais.

Arturo Squella, porta-voz da campanha de Kast e presidente dos Republicanos, comentou no Canal 24 Horas que Jara exibiu uma atitude de 'confronto e desqualificação pessoal', longe de um confronto baseado em ideias. “Vi uma candidata determinada, um pouco como o que temos visto nos últimos dias... entrando em confronto e desqualificação pessoal”, disse ele. Squella enfatizou que a campanha de Kast se concentra em criticar as ações do governo atual, não em ataques pessoais: “Vocês nunca encontrarão nada relacionado à pessoa de Jeannette Jara ou às pessoas de sua equipe”.

Quanto ao debate, Squella o chamou de “festival de calúnias e insultos contra outras pessoas”, citando acusações contra Quiroz e o deputado Cristián Araya, ligados a pagamentos de Sergio Yáber. Ele defendeu Kast por não responder a algumas perguntas: “O que acontece é que ela não gosta do que ele responde, o que é bem diferente”. Sobre o corte fiscal de 6 bilhões de dólares em gastos, Squella explicou que se baseia na estimativa de 5,9 bilhões do Conselho Fiscal Autônomo de início do ano e que não afetará a Pensão Garantida Universal (PGU). “Neste ponto, espero que todo o Chile saiba que nenhum benefício social será tocado”, assegurou, acrescentando que o crescimento econômico permitiria aumentos para os mais necessitados.

Squella destacou a necessidade de manter pontes abertas para desafios futuros como segurança pública e reativação econômica, alertando que ataques irreparáveis complicam as relações entre oposição e governo.

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