Numa análise inspiradora publicada em La República, Ramiro Santa invoca o espírito de Dom Quixote para enfrentar 2026 com coragem e otimismo. Em meio à incerteza política e econômica, o autor instiga a superar o desânimo através de ação ética e autoconfiança.
O artigo de Ramiro Santa, intitulado 'O ano do triunfo do Cavaleiro', aparece em La República no dia 1 de janeiro de 2026, embora a data de publicação registrada seja 4 de abril. Santa compara o início do novo ano a uma aventura quixotesca, observando que os anos passados chegaram exaustos, como o cavalo Rocinante, mas este exige um ato de fé e bravura para prosseguir.
O autor enfatiza que os maiores obstáculos não são externos, mas internos: indecisões, dúvidas e medo instilado pelos poderosos. Num cenário de 'ruído, ansiedade e uma névoa espessa' que dificulta previsões claras, Santa alerta contra a tentação de se render à política corrupta e a uma economia dominada pela máfia. Em vez disso, sugere emular a 'teimosia ética' de Dom Quixote: levantar-se repetidamente, acreditar na justiça mesmo sem aplausos e priorizar a dignidade sobre a perfeção.
Inspirando-se no espírito cervantino, Santa defende menos arrogância e rancor, e mais ação e dados concretos. 'O desânimo é a pior derrota', afirma, incentivando erros em empreendimentos valiosos, rir das derrotas sem torná-las rotina e enfrentar injustiças sem fugir. Conclui com uma frase atribuída a Dom Quixote a Sancho Panza: 'hoje pode ser o dia mais bonito da nossa vida', se houver disposição e decisão firme para torná-lo possível. Assim, 2026 surge como uma oportunidade para cavaleiros do dia a dia —com aventais, uniformes ou togas— contribuírem para o bem comum.