O presidente dos EUA Donald Trump emitiu um ultimato ao líder ucraniano Volodymyr Zelensky para aceitar um plano de paz favorável à Rússia até o Dia de Ação de Graças, em 27 de novembro. O plano envolve a cessão de territórios ucranianos e restrições militares, que Zelensky inicialmente rejeitou, mas depois demonstrou disposição para negociar. Potências europeias expressaram apoio inabalável à Ucrânia.
No dia 21 de novembro de 2025, Donald Trump anunciou um ultimato a Volodymyr Zelensky, exigindo uma resposta positiva ao plano de paz proposto por sua administração antes de 27 de novembro, o Dia de Ação de Graças nos EUA. Em uma entrevista à Fox News, Trump afirmou: “Se as coisas derem certo, você tende a estender os prazos. Mas na próxima quinta-feira achamos que é uma data apropriada.” Ele alertou que a não aceitação resultaria na perda de apoio dos EUA pela Ucrânia e elogiou a bravura dos combatentes ucranianos, embora previsse que a continuação dos combates levaria a mais perdas territoriais.
O plano consiste em 28 pontos, incluindo o reconhecimento de facto da Crimeia, Donetsk e Luhansk como russos, o congelamento da linha de contacto em Kherson e Zaporizhzhia, a renúncia da Ucrânia à adesão à NATO, a limitação das suas forças armadas a 600.000 efectivos e a realização de eleições em 100 dias. Ele também prevê garantias de segurança, um fundo de reconstrução de 200 mil milhões de dólares com activos russos e europeus, e a reativação da central nuclear de Zaporizhzhia sob supervisão do IAEA.
Zelensky rejeitou inicialmente a proposta, afirmando numa mensagem à nação: “A Ucrânia pode enfrentar uma escolha muito difícil: a perda da dignidade ou o risco de perder um parceiro chave.” Criticou-o como implicando “uma vida sem liberdade, sem dignidade, sem justiça”, recordando a invasão russa de 2022 e a anexação da Crimeia em 2014. No entanto, após quase uma hora de conversas com o vice-presidente JD Vance e o secretário do Exército Dan Driscoll, Zelensky publicou nas redes sociais: “A Ucrânia sempre respeitou e continua a respeitar o desejo do presidente dos EUA Donald Trump de pôr fim ao derramamento de sangue.”
Vladimir Putin comentou que o plano “pode lançar as bases para um acordo de paz definitivo”, mas ameaçou conquistar mais território se Kyiv o rejeitar. Da Casa Branca, um responsável disse que “o presidente Trump está a trabalhar com ambos os lados para pôr fim à guerra o mais rápido possível.”
Zelensky contactou urgentemente líderes da França, Alemanha e Reino Unido, que reafirmaram o seu “apoio inabalável” e o compromisso com os interesses europeus e da NATO. O governo alemão afirmou que concordou em “preservar os interesses vitais europeus e ucranianos a longo prazo.”