Mais de um mês após a captura dos EUA de Nicolás Maduro, o presidente Donald Trump dispensou perguntas da imprensa sobre possíveis ataques terrestres no México e na Colômbia, dizendo 'Não se preocupem com isso'. Isso segue suas escaladas anteriores contra cartéis mexicanos e destaca as tensões regionais em curso.
No desenvolvimento mais recente após a operação dos EUA em 3 de janeiro de 2026, que capturou o líder venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa Cilia Flores — que agora enfrentam acusações de narcoterrorismo em Nova York —, o presidente Trump foi pressionado sobre planos militares durante uma interação com a imprensa na Casa Branca em 14 de fevereiro. Repórteres perguntaram se ataques terrestres estavam planejados para o México, a Colômbia ou ainda mais na Venezuela. Trump respondeu de forma sucinta: “Não se preocupem com isso”. Isso faz eco à sua retórica pós-captura, incluindo declarações de janeiro a bordo do Air Force One ameaçando ações contra cartéis mexicanos e oferecendo tropas americanas à presidente Claudia Sheinbaum, que rejeitou intervenção unilateral ao mesmo tempo em que afirmou cooperação. Relatos anteriores, como o da NBC News em novembro de 2025 e do The New York Times em janeiro de 2026, detalharam considerações dos EUA para ataques a instalações de drogas mexicanas e pressões sobre o governo mexicano. Em um discurso na sexta-feira em Fort Bragg, na Carolina do Norte, Trump elogiou a operação na Venezuela: “O que fizemos recentemente na Venezuela, ninguém tinha visto nada parecido”. Ele descreveu uma infiltração rápida por helicóptero em Caracas que dispersou a oposição 'em um minuto', atribuindo o sucesso ao 'exército mais forte do mundo' e a uma arma secreta 'scrambler' que neutralizou as defesas russas e chinesas, permitindo um voo sem oposição. Esses comentários reforçam a ênfase de Trump no combate ao narcotráfico e ao terrorismo, embora nenhum plano concreto para o México ou a Colômbia tenha sido confirmado.