A equipe acrobática Al Fursan, dos Emirados Árabes Unidos, participou de um sobrevoo em 4 de julho no Porto de Nova York durante as celebrações do 250º aniversário dos Estados Unidos, enquanto o Irã iniciava dias de cerimônias fúnebres para o falecido Líder Supremo aiatolá Ali Khamenei.
Durante o fim de semana de 4 de julho, a equipe acrobática dos Emirados Árabes Unidos — conhecida como Al Fursan (Fursan Al Emarat) — voou em uma formação de sete aeronaves durante uma exibição aérea "America 250" em Nova York, deixando rastros de fumaça vermelha, branca e azul enquanto os jatos passavam perto da Liberty Island, no Porto de Nova York.
Imagens do sobrevoo foram transmitidas pela NBC, e o vice-almirante da Marinha, John Gumbleton, foi ouvido descrevendo o momento em que a equipe atravessou o porto.
O Irã, enquanto isso, deu início a dias de cerimônias fúnebres para o aiatolá Ali Khamenei, que faleceu no início deste ano. Reportagens da Associated Press descreveram grandes multidões se reunindo em Teerã conforme os eventos funerários começavam em 4 de julho.
Alegações circulando em comentários partidários de que os EAU "evitaram" o funeral ao escolher o sobrevoo de Nova York — incluindo afirmações de que o país não enviou nenhuma delegação e não ofereceu condolências oficiais — não puderam ser confirmadas de forma independente pelas principais agências de notícias revisadas para este artigo. As reportagens públicas concentraram-se na escala e no significado político do funeral para a liderança do Irã, enquanto os detalhes sobre quais países enviaram delegações oficiais variaram entre os veículos de imprensa.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, pediu publicamente que pessoas de todo o espectro político e social do país comparecessem às cerimônias, retratando o comparecimento como uma demonstração de unidade nacional diante do que descreveu como intimidação e violência.
Analistas e reportagens internacionais afirmaram que os eventos funerários devem servir como uma grande demonstração pública para os governantes do Irã, após meses de conflito e incerteza em torno da sucessão no país.