O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou a proposta de autonomia de Marrocos para o Saara Ocidental como uma resolução potencial para o conflito de longa data. A resolução recebeu apoio de membros permanentes chave, incluindo os EUA, França e Reino Unido. No entanto, a Frente Polisário rejeita negociações baseadas neste plano, insistindo em um referendo.
Em 1º de novembro de 2025, o Conselho de Segurança da ONU aprovou uma resolução afirmando que a proposta de autonomia de Marrocos de 2007 para o Saara Ocidental "poderia representar o resultado mais viável" para a disputa territorial de décadas. O plano prevê o estabelecimento de autoridades legislativas, executivas e judiciais eleitas para a região, enquanto Marrocos retém o controle sobre defesa, assuntos externos e religião.
A resolução recebeu onze votos a favor, com abstenções da Rússia, China e Paquistão. Argélia, um aliado chave da Frente Polisário, boicotou a votação como protesto. Ela também expressa pleno apoio ao Inviado Pessoal do Secretário-Geral da ONU para facilitar negociações entre as partes, incluindo o movimento de independência da Frente Polisário.
Membros permanentes chave do Conselho – os Estados Unidos, França e Reino Unido – agora apoiam a iniciativa de autonomia. Isso marca uma mudança na dinâmica internacional do conflito, que opõe Marrocos à Frente Polisário desde a retirada da Espanha em 1975.
A Frente Polisário, que busca a independência do Saara Ocidental, afirmou que não participará de negociações sob esta resolução. Em vez disso, prefere um referendo sobre autodeterminação, uma posição há muito apoiada pela África do Sul. A ONU tem lutado para organizar tal votação desde o cessar-fogo de 1991, em meio a desacordos sobre a elegibilidade dos eleitores.