Estados Unidos anuncia acordo comercial com a Argentina

A Casa Branca anunciou na quinta-feira um quadro para um acordo recíproco de comércio e investimento entre os Estados Unidos e a Argentina, com o objetivo de reduzir tarifas e eliminar barreiras não tarifárias. O acordo busca fortalecer os laços econômicos bilaterais e promover investimentos em setores chave como minerais críticos e agricultura. O presidente Javier Milei saudou o entendimento como um compromisso para tornar a Argentina grande novamente.

O anúncio, feito em 13 de novembro de 2025, reafirma a aliança estratégica entre os presidentes Donald Trump e Javier Milei, baseada em valores democráticos compartilhados e mercados abertos. De acordo com o comunicado da Casa Branca, a Argentina concederá acesso preferencial a produtos dos EUA, como medicamentos, químicos, máquinas, tecnologia da informação, dispositivos médicos, veículos e bens agrícolas. Em troca, os Estados Unidos eliminarão tarifas recíprocas sobre certos recursos naturais não disponíveis em seu território e artigos não patenteados para uso farmacêutico.

Ambos os países se comprometem a melhorar o acesso bilateral aos mercados de carne bovina, com a Argentina facilitando importações de gado vivo e aves dos EUA em um ano. Os processos para registro de carnes serão simplificados, e não será exigido registro de instalações para importações de laticínios dos EUA. O acordo também promove investimentos em minerais críticos, construindo sobre o Memorando de Entendimento de agosto de 2024, e cooperação para estabilizar o mercado global de soja.

O governo argentino eliminou barreiras não tarifárias, como licenças de importação e formalidades consulares, e eliminará gradualmente o imposto estatístico sobre produtos dos EUA. Padrões ambientais serão respeitados na produção de madeira, mineração e pesca, e importações de bens produzidos com trabalho forçado serão proibidas. No comércio digital, a Argentina reconhecerá os Estados Unidos como uma jurisdição adequada para transferências de dados.

Milei, no Congresso de Economia Regional em Corrientes, enfatizou: 'Estamos fortemente comprometidos em tornar a Argentina grande novamente.' Economistas como Federico Bernini, do IIEP-UBA, veem benefícios nas exportações de carne bovina, estimando um aumento de cota para 80.000 toneladas no valor de 500 milhões de dólares. No entanto, setores como aço e alumínio expressaram decepção pela falta de clareza sobre reduções de tarifas sob a Seção 232.

O pacto representa o avanço comercial mais amplo em décadas e formaliza o apoio de Washington às reformas de Milei, com equipes trabalhando para finalizar o texto e sua assinatura.

O que as pessoas estão dizendo

As reações no X ao anúncio do acordo comercial EUA-Argentina são predominantemente positivas de apoiadores de Milei, elogiando a redução de tarifas em exportações como carne bovina e agricultura, e a aliança com Trump como um passo para o crescimento econômico. Críticos expressam ceticismo, rotulando-o como uma armadilha de dívida impulsionada pelos EUA que prioriza interesses americanos sobre a soberania argentina. Postagens neutras de veículos de notícias detalham o foco do quadro em minerais críticos, investimentos e eliminação de barreiras, com alto engajamento em torno das declarações celebratórias de Milei.

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