O cofundador da Ethereum, Vitalik Buterin, publicou a primeira parte de uma série técnica sobre ofuscação de programas. Ele a descreve como a ideia mais poderosa da criptografia, mas ressalta que as versões atuais ainda são lentas demais para uso prático.
Buterin define a ofuscação de indistinguibilidade como uma forma de esconder o funcionamento do código, em vez dos dados que ele processa. Isso poderia um dia servir como um terceiro confiável e descentralizado (trustless) quando combinado com a tecnologia blockchain.
A abordagem pode permitir votações privadas em blockchain que resistam ao conluio, sem depender de qualquer comitê. Uma blockchain seria necessária para rastrear o estado, já que um programa ofuscado não pode impedir a si mesmo de ser copiado.
Pesquisas mostraram que a iO agora pode ser construída sob suposições razoáveis. No entanto, os tempos de execução são descritos como astronômicos, tornando a tecnologia inutilizável hoje, ao contrário de ferramentas como a Monero, que já oferecem privacidade nas transações.
Buterin comparou o estado atual da tecnologia com os SNARKs por volta de 2010, sugerindo que anos de otimização poderiam eventualmente tornar a ofuscação viável.