Os óculos inteligentes Ray-Ban Gen 2 da Meta oferecem câmera e bateria aprimoradas em relação ao antecessor, por US$ 379. A análise da WIRED elogia sua funcionalidade para fotos, vídeos, música e assistência de IA, mas critica o aplicativo intrusivo do Meta AI e preocupações com privacidade. Apesar do hardware robusto, os óculos geram desconforto devido ao histórico de dados da Meta.
Os óculos Ray-Ban Meta Gen 2, lançados como óculos inteligentes de entrada da Meta por US$ 379, sucedem o modelo original de sucesso com atualizações, incluindo uma câmera de 12 MP para fotos e vídeos em resolução de até 3K, 60 quadros por segundo e capacidades de slow-motion. A duração da bateria se estende a 8 horas para uso misto, embora caia para 5 ou 6 horas com atividade constante e menos para gravação em alta definição, limitada a três minutos por vez.
O revisor Julian Chokkattu testou os óculos por cerca de um mês após recebê-los gratuitamente no evento para desenvolvedores Connect da Meta em Palo Alto, em setembro. Eles mantêm peso e opções de estilo semelhantes à versão anterior, com novas cores como azul cósmico. A reprodução de música através dos alto-falantes da armação é adequada, mas o revisor prefere fones de ouvido sem fio; podcasts e chamadas soam excelentes. Os controles touch ao longo da armação funcionam de forma confiável, evitando problemas de sensibilidade excessiva.
No entanto, os óculos deixam marcas vermelhas no nariz após uso prolongado e não possuem lentes polarizadas, embora as lentes Transitions se adaptem à luz, mas não completamente em dias ensolarados. Durante uma caminhada na Ocean Beach de San Francisco, o assistente de IA identificou corretamente um peixe morto semelhante a um golfinho e aconselhou ligar para o controle de animais, mas falhou em nomear a espécie. Recursos como tradução de idiomas ao vivo e direções de navegação sussurradas se mostram úteis, mas as interações por voz parecem não naturais, exigindo que os usuários falem em voz alta de forma constrangedora.
O aplicativo Meta AI, usado para acessar mídias, destaca de forma proeminente o serviço indesejado 'Vibes' com vídeos gerados por IA de baixa qualidade, como gatos estranhos ou cenas políticas embaraçosas, que os usuários devem deslizar para passar. Essa integração ressalta o impulso agressivo da Meta pela IA, contrastando com as forças de captura no mundo real dos óculos. Preocupações com privacidade pairam grandes: o histórico de manuseio de dados da empresa e suspeitas públicas fazem os usuários se sentirem como 'espiões', especialmente em meio a relatos de mods que desativam luzes indicadoras de gravação e uso indevido em assédios.