No dia 26 de outubro, o Parque da Cidade Sarah Kubitschek, em Brasília, foi palco da final do STU National Street 2025, onde jovens skatistas destacaram-se com vitórias emocionantes nas categorias masculina e feminina. Matheus Mendes, de 16 anos, tornou-se o mais jovem campeão na masculina, enquanto Maria Almeida, de 18, conquistou o título na feminina. O evento celebrou superação, técnica e o crescimento do skate brasileiro.
A final do STU National Street 2025 ocorreu em 26 de outubro no Parque da Cidade Sarah Kubitschek, em Brasília, reunindo a nova geração do skate brasileiro. Na categoria masculina, o carioca Matheus Mendes, de 16 anos, venceu sua primeira final profissional, tornando-se o mais jovem campeão do circuito. Filho de skatista profissional, ele começou a andar de skate aos dois anos na Praça do Ó, no Rio de Janeiro. Seu pai, Wallace Mendes, o Belo, disse: “Eu sempre incentivei ele, sempre botei pilha, mostrava o talento que ele tinha. Hoje, o foco é todo dele”.
O pódio masculino foi completado por Sebastian Simonetto, de 20 anos, de Curitiba, em segundo lugar, e Vinicius Costa, de 24 anos, de Fortaleza, em terceiro. Simonetto, filho de skatista, destacou-se com técnica limpa e embarcará na próxima semana para o Street League, visando o circuito mundial de 2026. Ele comentou: “Foi mágico, eu não acreditei no começo, mas depois caiu a ficha. Estou muito feliz com o resultado. Não era o que eu queria, claro, mas está tudo bem. O nervosismo faz parte”. Vinicius retornou após quase dois anos afastado por cirurgias no joelho e ombro, simbolizando resiliência.
Gabryel Aguilar, de 25 anos, de São Paulo, não disputou a final devido a uma torção no pé na semifinal, mas sagrou-se campeão geral do circuito, tendo vencido duas das três etapas da temporada.
Na feminina, Maria Almeida, de 18 anos, de Lauro de Freitas (BA), conquistou o título inspirada por Rayssa Leal nas Olimpíadas de Tóquio 2021. Apesar de dores no joelho, ela disse: “A ficha não caiu. Estava preocupada porque meu joelho tá bem dolorido, mas eu orei bastante e pedi pra Deus me ajudar a acertar minha linha. E Ele sabe o que faz. Graças a Deus deu tudo certo na primeira volta. A energia da galera me ajudou muito também”. Ela agradeceu a Duda Ribeiro, lesionada mas presente para apoiá-la, e soma títulos em Porto Seguro (2024), Criciúma (2025) e Brasília.
Carla Karolina, de 22 anos, de Maceió (AL), ficou em segundo, elogiando o nível crescente do skate feminino: “Eu estou muito feliz. O nível do skate feminino tá cada vez mais alto, então a gente tem que se puxar mais. Só queria entrar na pista, fazer o que treinei e que tudo desse certo. Agradeço a Deus e à galera do STU”. Gabi Mazetto, de 28 anos, de São Paulo, em terceiro, voltou após gravidez que adiou seu ciclo olímpico para Tóquio e cirurgia no cotovelo em setembro de 2024, competindo em Paris 2024 como única mãe da equipe brasileira (11º lugar). Ela afirmou: “Primeiro, eu tenho que agradecer a Deus e às pessoas que estão em volta de mim. Agora estou sem lesão, e é muito bom estar andando de skate. [...] Quero continuar evoluindo e mostrar para minha filha que vale a pena acreditar”.
O evento reforçou o skate como esporte inclusivo, com meninas liderando rankings e transformando a modalidade em cultura de empatia e força no Brasil.