O coletivo juvenil apartidário Generación Z está organizando uma marcha nacional em 15 de novembro para exigir revogação cidadã, transparência e desmilitarização da segurança. A manifestação na Cidade do México começará no Ángel de la Independencia até o Zócalo às 11h, em meio a críticas ao governo por expor os organizadores em conferências oficiais. A presidente Claudia Sheinbaum garante que ouvirá as demandas de forma pacífica.
Generación Z, um movimento juvenil nascido em plataformas de mídia social como Discord, Instagram e TikTok, com idades entre 13 e 28 anos, publicou uma petição de 12 pontos focada no fortalecimento dos checks and balances institucionais e na participação cidadã. As principais demandas incluem mecanismos de revogação imediata do Executivo por iniciativa cidadã sem interferência partidária; criação de órgãos independentes de transparência e auditoria; reforma judicial para garantir independência; e desmilitarização da segurança interna com fortalecimento local e auditorias cidadãs. O coletivo enfatiza que o movimento é pacífico e não está ligado a partidos, sob o lema “Porque não somos de nenhum partido. Somos pelo México”.
A marcha na Cidade do México começará às 11h de sábado, 15 de novembro, no Ángel de la Independencia, prosseguindo pelo Paseo de la Reforma, Avenida Juárez, Eje Central Lázaro Cárdenas e 5 de Mayo até o Zócalo. As autoridades antecipam fechamentos em vias como Paseo de la Reforma, Avenida Juárez e Eje Central, além de suspensões em estações de metrô como Bellas Artes, Allende, Zócalo e Hidalgo. Rotas alternativas incluem Circuito Interior e Avenida Chapultepec. Desde 12 de novembro, o Palacio Nacional está protegido com cercas metálicas de três metros.
O gatilho para as mobilizações foi o assassinato do prefeito Carlos Manzo em Uruapan, gerando frustração com a insegurança e a corrupção. Jovens como Arturo Herrera criticaram a conferência mañanera de 14 de novembro, onde o governo expôs perfis dos organizadores, acusando-os de criminalização. “Se não tivessem assassinado Carlos Manzo, nada disso estaria acontecendo. O governo não está fazendo o seu trabalho”, disse Herrera. Outro usuário do TikTok responsabilizou Sheinbaum por expô-los em um país onde o crime silencia vozes.
O Movimiento del Sombrero, por meio do deputado Carlos Bautista, pediu para não desacreditar a marcha e convocou pela paz, recordando que Carlos Manzo morreu em busca dela. A CNTE, protestando demandas como a revogação da reforma do ISSSTE de 2007, esclareceu que não se juntará à marcha da Generación Z, apesar das suspeitas da presidente. Sheinbaum respondeu: “Nós os ouviremos [...] O México é um país livre, concordamos com a liberdade de manifestação, sempre buscando que seja pacífica.” O governo alega que o chamado é orquestrado pela direita com 90 milhões de pesos, embora uma pesquisa de outubro mostre 66% de aprovação de Sheinbaum entre a Generación Z.