A guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, iniciada em 28 de fevereiro de 2026, entrou em seu décimo dia, elevando os preços do petróleo Brent para até US$ 120 por barril. Apesar de declarações do presidente Donald Trump de que o conflito está 'praticamente concluído', o fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã reduziu o tráfego de petroleiros em 90%, gerando temores de escassez e inflação mundial. Bancos como Barclays e JPMorgan revisaram projeções para até US$ 150, enquanto o G7 discute liberação de reservas emergenciais sem decisão imediata.
O conflito no Irã, desencadeado por ataques conjuntos dos Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro, completou dez dias em 9 de março de 2026, com impactos significativos nos mercados energéticos. O barril de petróleo Brent saltou de US$ 92 no fechamento de sexta-feira para quase US$ 120 na segunda-feira, marcando a maior valorização diária desde 1988, antes de recuar para abaixo de US$ 100 após declarações de Trump. Dados da consultoria Kpler indicam que o tráfego no Estreito de Ormuz, por onde passam 20% do petróleo e gás mundial, caiu 90% desde o início da guerra.
Trump ameaçou ataques 'vinte vezes mais fortes' caso o Irã bloqueie o fluxo de petróleo, afirmando em post na Truth Social: 'Se o Irã fizer qualquer coisa que interrompa o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz, será atingido pelos Estados Unidos da América VINTE VEZES MAIS FORTEMENTE'. Ele também anunciou a suspensão de 'algumas sanções relacionadas ao petróleo' para reduzir preços, com fontes da Reuters sugerindo alívio a exportações russas e liberação de estoques emergenciais. Trump minimizou a alta, chamando-a de 'preço muito pequeno a pagar pela segurança e paz mundial'.
Do lado iraniano, um porta-voz da Guarda Revolucionária alertou: 'Se vocês toleram o petróleo a mais de US$ 200 o barril, continuem com esse jogo'. O Ministério das Relações Exteriores rejeitou cessar-fogo, com o diplomata Abbas Araghchi afirmando que o país precisa 'continuar lutando pelo bem do nosso povo'. Após a morte de Ali Khamenei, Mojtaba Khamenei foi nomeado novo líder supremo.
Bancos revisaram projeções: Barclays vê Brent em US$ 150 no pior cenário, enquanto Goldman Sachs mantém US$ 80 como base, mas admite ajustes se o Hormuz não normalizar. O G7, em reunião nesta terça, decidiu não liberar reservas de 300 a 400 milhões de barris por enquanto, segundo o ministro francês Roland Lescure. Analistas como Adriana Ricci, da SHS Investimentos, atribuem a volatilidade a prêmios de risco geopolíticos e especulação.
No Brasil, o fluxo estrangeiro na Bolsa atingiu R$ 42,9 bilhões até 4 de março, superando 2025 inteiro, segundo a B3. André Moor, do Bradesco BBI, prevê R$ 40-45 bilhões em IPOs nos próximos seis meses, apesar da guerra. Setores logísticos preocupam-se com rotas mais longas e custos adicionais de detention e demurrage.