Retrocessos de Trump em eficiência de combustível agravam alta nos preços de gasolina nos EUA em meio à crise de petróleo da guerra com o Irã

Com o conflito EUA-Irã interrompendo o suprimento global de petróleo pelo fechamento do Estreito de Ormuz — elevando os preços acima de US$ 100 por barril —, os retrocessos da administração Trump nos padrões de eficiência de combustível veicular estão amplificando as altas nos preços internos de gasolina, revertendo décadas de ganhos de eficiência que antes amorteceram tais choques.

Os preços do petróleo subiram acima de US$ 100 por barril desde os ataques EUA-israelenses ao Irã no final do mês passado, que fecharam o Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial (ver cobertura anterior sobre surtos no mercado e cortes de produtores). Os preços da gasolina nos EUA estão subindo, mas menos severamente do que o salto de 50% no embargo de petróleo de 1973, que causou racionamento e filas nos postos. As respostas da era Nixon incluíam apelos à economia de energia, como pular as luzes de Natal. Os impactos mais amenos de hoje decorrem do boom do fracking — tornando os EUA o maior produtor global — e das regras federais de economia de combustível. Desde 1973, o consumo de gasolina por unidade de produção econômica caiu mais de 70%, com veículos percorrendo quase o dobro da distância por galão. Os padrões CAFE de 1975 dobraram a eficiência da frota de 10 mpg em 1970 para 20 em 1990; as regras da era Obama impulsionaram para 30 mpg até 2020, estabilizando a demanda por petróleo apesar de mais quilômetros rodados. Trump reverteu isso. A 'One Big Beautiful Bill Act' do último verão zerou as penalidades CAFE; as ações da EPA em fevereiro revogaram os padrões de escapamento da era Biden e a 'determinação de perigo' dos gases de efeito estufa. Projeções oficiais alegavam US$ 1,3 trilhão em economias com veículos, mas US$ 1,5 trilhão em custos extras de combustível e reparos até 2055 — a US$ 3 por galão de gasolina e US$ 80 por barril de petróleo, agora invalidados pela crise. «Preços de petróleo mais altos do que o assumido tornam a revogação menos justificável», disse Richard Revesz, ex-responsável por veículos na EPA. Joshua Linn, do Resources for the Future, observou: «Se o petróleo permanecer alto e volátil devido à instabilidade, isso é diferente.» O economista de energia Christof Rühl acrescentou: «Políticas retardam ganhos de eficiência.» Grupos ambientalistas estão processando as revogações.

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