A agência de classificação de risco Standard & Poor's elevou a nota da dívida soberana da Argentina de CCC+ para B- na quinta-feira, 11 de junho de 2026, provocando fortes altas nas ações e títulos e reduzindo o risco-país ao seu menor nível desde 2018.
A melhora na classificação foi atribuída ao progresso na austeridade fiscal e ao aumento das compras de moeda estrangeira pelo Banco Central. A Standard & Poor's seguiu um movimento semelhante feito pela Fitch Ratings no início de maio.
Os ADRs argentinos subiram até 14,3 por cento, liderados pelo BBVA. O índice S&P Merval ganhou 6,4 por cento, chegando a 3.354.282 pontos. O risco-país, medido pelo J.P. Morgan, fechou em 443 pontos-base após uma queda de 11,9 por cento.
Emilio Botto, da Mills Capital, afirmou que a mudança reduz a probabilidade de eventos negativos, como default, e fortalece a transição para a estabilização. O dólar oficial no Banco Nación foi negociado a 1.400 pesos para compra e 1.450 para venda.