Governador de Arica pede reforço na fronteira após anúncio de emergência militar do Peru

O presidente interino do Peru, José Jerí, anunciou estado de emergência nas fronteiras do país para combater o crime e conter a migração irregular, gerando reações no Chile. O governador de Arica, Diego Paco, e o candidato presidencial José Antonio Kast exigiram a presença do presidente Gabriel Boric na zona norte para tomar medidas urgentes. Do oficialismo, o senador Tomás de Rementería criticou os apelos como um alarme politizado.

No domingo, durante uma visita a Tacna, o presidente interino do Peru, José Jerí, declarou estado de emergência nas 28 províncias fronteiriças com Equador, Colômbia, Brasil, Bolívia e Chile. O objetivo é que as Forças Armadas apoiem a segurança fronteiriça para prevenir a entrada de imigrantes irregulares e combater o crime.

No Chile, o anúncio provocou fortes reações da oposição. O governador de Arica e Parinacota, Diego Paco (RN), instou o presidente Gabriel Boric a viajar à região e tomar decisões no local. «O Chile deve avançar por dois caminhos: o primeiro é fortalecer a fronteira e o segundo é gerar todos os desincentivos possíveis para que as pessoas que entram irregularmente não queiram vir ao Chile ou permanecer no país», afirmou Paco. Propôs mais tecnologia no Complexo Fronteiriço Chacalluta, maior presença do Exército, coordenação intersetorial e eliminar benefícios sociais como o decreto Junji que prioriza crianças de imigrantes irregulares em creches. Criticou também que a modernização do posto fronteiriço, prevista para o primeiro semestre de 2024, ainda não começou.

O candidato presidencial republicano José Antonio Kast vinculou a medida peruana à sua promessa de campanha de expulsar imigrantes irregulares. «O Peru tomou uma determinação e decretou um estado excepcional na sua fronteira porque o fluxo migratório proveniente do Chile havia aumentado», disse. Kast exigiu que Boric assuma o comando e visite a área, instando os países vizinhos a facilitar o retorno dos estrangeiros às suas origens.

Do oficialismo, o senador Tomás de Rementería (PS) rejeitou os apelos nas redes sociais: «O apelo de Kast para Boric ir a Arica é um alarme desnecessário e politizado. O decreto do Peru abrange TODAS as suas fronteiras (Equador, Colômbia, Brasil, Bolívia, não só Chile). Usar um assunto de Estado para criar pânico é irresponsável. A segurança não é um espetáculo».

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