Um homem de 40 e poucos anos, Stephen Ogilvie, ficou gravemente ferido em um ataque a faca no norte de Belfast na noite de segunda-feira, e Hadi Alodid, de 30 anos, foi acusado de tentativa de homicídio em meio à agitação que se seguiu.
Stephen Ogilvie, um homem de 40 e poucos anos, sofreu ferimentos graves em um ataque a faca na Kinnaird Avenue, no norte de Belfast, no final da segunda-feira, 8 de junho. Os promotores alegam que o agressor usou uma faca de cozinha; um detetive informou ao Tribunal de Magistrados de Belfast que Ogilvie ficou cego do olho esquerdo e sofreu cortes profundos na cabeça, no rosto e nas costas. Hadi Alodid, de 30 anos, foi acusado de tentativa de homicídio, posse de arma branca em local público e ameaça de morte contra um radiografista do NHS. Ele compareceu ao tribunal por videoconferência, recusou representação legal e foi auxiliado por um intérprete de árabe. Um juiz negou fiança e manteve sua prisão preventiva, com nova audiência marcada para 8 de julho. Imagens da agressão circularam amplamente online e foram seguidas por protestos anti-imigração e distúrbios em partes de Belfast e em outros locais da Irlanda do Norte. A polícia informou que grupos mascarados atacaram agentes e incendiaram veículos e casas, incluindo propriedades que seriam ocupadas por imigrantes, o que provocou evacuações. O primeiro-ministro Keir Starmer condenou o esfaqueamento como "repugnante" em um comunicado público, ao mesmo tempo em que pediu calma e afirmou que a violência contra pessoas visadas devido à sua origem não seria tolerada. A polícia afirmou que Alodid entrou na Irlanda do Norte vindo da República da Irlanda em 2023, solicitou asilo e obteve permissão para permanecer por cinco anos. A polícia também informou que, neste momento, não há informações que sugiram que o esfaqueamento tenha relação com terrorismo. O Executivo da Irlanda do Norte também emitiu um apelo conjunto pela calma, incentivando as pessoas a rejeitarem a violência e permitirem que o Estado de Direito prevaleça.