Dois dias após uma chinesa de 41 anos ser esfaqueada até a morte em Esplugues de Llobregat, moradores e parentes reuniram-se por mais segurança. Autoridades descrevem o agressor, de origem magrebina, como emocionalmente instável, descartando motivações jihadistas ou violência de gênero.
Após o esfaqueamento fatal de uma chinesa de 41 anos na rua Joan Miró, no bairro de Finestrelles em Esplugues, no sábado, 2 de maio — inicialmente reportado com a rápida prisão do suspeito —, novos detalhes surgiram.
A vítima, que vivia na região há um ano, trabalhava localmente e estudava espanhol, com família na China. O agressor, de origem magrebina e com cerca de 40 anos, desferiu múltiplos golpes em seu pescoço e tronco antes de fugir com uma faca grande. Os Mossos o prenderam uma hora depois na Diagonal, em Barcelona.
A conselheira do Interior, Núria Parlon, declarou na Catalunya Ràdio que não há vínculos jihadistas: "A priori é uma pessoa que estava em uma situação alterada e provavelmente com algum tipo de problemática que nada tem a ver com o jihadismo". Ela atribuiu o fato ao "desequilíbrio emocional e até algum tipo de colapso" do homem. O vizinho José Luis confrontou o agressor, sofrendo ferimentos leves.
Na segunda-feira, 4 de maio, cerca de 300 moradores e membros da comunidade chinesa protestaram em frente à prefeitura, exigindo "mais informações" e segurança: "Temos medo, queremos mais segurança". O prefeito Eduard Sanz realizou um minuto de silêncio às 18h, acompanhado pela delegada do Governo, Pilar Díaz.
Figuras da oposição do PP e do Vox criticaram o Governo; Ignacio Garriga, do Vox, pediu a renúncia de Parlon e classificou o ato como "criminalidade islâmica", apesar das negativas oficiais. A comunidade chinesa planeja outro encontro com o prefeito na quarta-feira para acompanhar a investigação.