O governo catalão lançou um plano piloto para manter agentes dos Mossos d’Esquadra permanentemente em 13 escolas de ensino médio consideradas conflituosas, visando prevenir a violência juvenil. A conselheira do Interior, Núria Parlon, defendeu a medida, mas ela tem enfrentado ampla rejeição de sindicatos, famílias, diretores e estudantes, que denunciam cortes em educadores sociais. Apenas um sindicato apoia a iniciativa.
A conselheira do Interior, Núria Parlon, justificou a mobilização, iniciada na quinta-feira, de agentes dos Mossos d’Esquadra à paisana e desarmados nas escolas, a pedido do Departamento de Educação. "Acreditamos que pode ser uma ferramenta muito útil", afirmou Parlon, enfatizando seu papel pedagógico e de mediação para conter a violência. O programa será coordenado com os diretores das escolas e poderá ser expandido caso o piloto nos 13 institutos seja bem-sucedido. Sindicatos como o USTEC-STES classificaram a medida como "inaceitável" e propensa a criar uma "sensação de vigilância e repressão". A porta-voz Iolanda Segura exigiu mais recursos para reduzir o tamanho das turmas e contratar integradores sociais ou psicólogos educacionais. Lidón Gasull, da Affac, criticou o corte de 420 para 300 profissionais sociais — um para cada 1.000 alunos vulneráveis — em favor de uma opção policial mais cara. Diretores como Jordi Satorra (Axia) e o especialista Miquel Alegre (Equidad.org) defenderam a presença de enfermeiros e pessoal de integração em vez de policiais. Em nível nacional, a CEAPA e a ANPE alertaram para a estigmatização. Apenas o ASPEC, por meio de Ignasi Fernández, viu a medida de forma positiva para reduzir conflitos, defendendo protocolos de expulsão. Partidos como o ERC rotularam a ação de "populismo de direita", o Comuns pediu mais mediadores, o CUP a considerou "absurda" e o Junts, "contraditória". O Ministério da Educação da Espanha não quis comentar, citando falta de detalhes.