O primeiro-ministro Pedro Sánchez prometeu utilizar toda a força do Estado contra quaisquer leis regionais da Extremadura que implementem a cláusula de "prioridade nacional" do pacto PP-Vox, que privilegia espanhóis no acesso a auxílios sociais em detrimento de imigrantes irregulares. A ameaça segue as críticas de Isabel Díaz Ayuso, de Madri, que classificou a medida como ilegal.
Com base no acordo PP-Vox para a investidura de María Guardiola como presidente da Extremadura — detalhado em coberturas anteriores, incluindo a oposição da presidente de Madri, Isabel Díaz Ayuso —, o pacto inclui um princípio de "prioridade nacional" para acesso a auxílios, subsídios, benefícios públicos e habitação social, favorecendo espanhóis em detrimento de estrangeiros, com imigrantes irregulares limitados apenas a emergências vitais.
Após a cúpula espanhola-brasileira em Barcelona com o presidente Lula da Silva em 17 de abril de 2026, Sánchez declarou: "O papel aguenta tudo, mas digo à direita e à extrema-direita que o Governo desafiará esse acordo com toda a força do Estado para defender os direitos e liberdades dos extremadurenhos caso o transformem em leis regionais". Ele classificou a medida como uma "involução" que entra em conflito com a herança migratória da Extremadura.
Ayuso, falando de Bruxelas, já havia considerado muitos elementos do pacto, incluindo exclusões na saúde, como ilegais e contrários aos direitos baseados em contribuições. O Vox saudou o acordo como um "marco histórico", apesar dos cortes planejados em energias renováveis. Os partidos pretendem pressionar por mudanças legais nacionais, dados os limites regionais.