A presidente regional de Madri, Isabel Díaz Ayuso, criticou a cláusula de 'prioridade nacional' no acordo entre o PP e o Vox na Extremadura, que prioriza espanhóis em detrimento de imigrantes no acesso a serviços públicos. Ela afirmou que tais exigências não são legais e infringem direitos estabelecidos. A porta-voz do Vox em Madri respondeu exigindo o mesmo em futuras negociações regionais.
Isabel Díaz Ayuso, presidente do governo regional de Madri, manifestou oposição nesta sexta-feira, em Bruxelas, a uma cláusula fundamental no acordo entre o PP e o Vox na Extremadura. O pacto viabiliza a posse de María Guardiola quatro meses após as eleições regionais. A disposição contestada pede a reforma da lei de imigração para impor a 'prioridade nacional', conferindo aos espanhóis acesso preferencial a auxílios, serviços públicos e habitação social em relação aos imigrantes.
"Acredito no Estado de Direito e na ordem, por isso não se pode excluir ilegalmente ninguém de requisitos aos quais têm direito. Como a lei deve ser cumprida, muitos desses requisitos não são legais", declarou Ayuso. Ela acrescentou: "Não se pode deixar ninguém de fora de um sistema para o qual contribuíram, por exemplo, excluindo-os do sistema de saúde."
Ayuso primeiramente parabenizou Guardiola por sua vitória eleitoral e a instou a começar a trabalhar, mas observou que não tem autoridade sobre assuntos da Extremadura. O pacto se compromete a melhorar o sistema de saúde pública da Extremadura garantindo atendimento acessível aos espanhóis, embora a saúde seja uma competência regional vinculada a leis nacionais de acesso universal. Um decreto real de março de 2026 reforçou o acesso para estrangeiros sem residência legal.
O PP e o Vox reconhecem seus poderes limitados e prometem exigir mudanças legais do governo central. Em resposta, a porta-voz do Vox na Assembleia de Madri, Isabel Pérez Moñino, alertou nas redes sociais que seu partido imporá a mesma prioridade em Madri após as eleições de 2027: "Goste ou não. [...] 2027. Tic, tac."