O deputado do RN Diego Schalper reuniu-se com parlamentares da oposição para suavizar emendas no projeto 'Escuela Protegida', irritando membros da UDI. O governo do presidente José Antonio Kast apresentou o projeto na Comissão de Educação, propondo barrar a gratuidade universitária por cinco anos para condenados por crimes graves. A medida, defendida há tempos pelos gremialistas, enfrenta resistência multipartidária.
Quatro representantes do governo compareceram à Comissão de Educação da Câmara dos Deputados para debater o projeto 'Escuela Protegida', que estabelece medidas de segurança, ordem e respeito para a comunidade educacional, juntamente com outro texto para aumentar as sanções por violência escolar. Os ministros María Paz Arzola (Educação) e José García (Segpres), com os subsecretários Daniel Rodríguez e Constanza Castillo, encontraram resistência da esquerda e, inesperadamente, do RN. O líder da bancada do RN, Diego Schalper, após a sessão, reuniu-se com os deputados Juan Santana (PS) e Héctor Barría (DC) para chegar a um acordo sobre emendas que suavizam o projeto, particularmente a restrição à gratuidade universitária por cinco anos para aqueles condenados por crimes contra a vida, integridade, propriedade ou infraestrutura pública. Schalper declarou: 'Parece fundamental ter um amplo apoio. Para isso, precisamos conversar e buscar acordos'. Ximena Ossandón (RN) afirmou que os casos devem ser analisados individualmente, focando na responsabilidade familiar. O ministro García respondeu: 'Estamos abertos a acolher as indicações que vocês apresentarem'. A UDI manifestou descontentamento. A líder da bancada, Flor Weisse, lamentou a negociação antecipada com a oposição, e o presidente da comissão, Sergio Bobadilla, questionou a abordagem de Schalper: 'Se ele vai primeiro à oposição, isso cria não apenas uma atitude politicamente desonesta'. Ricardo Neumann (UDI) classificou a ação como contraditória. Historicamente, a UDI tem pressionado por essa restrição sem sucesso em orçamentos e moções anteriores.