Paulina Vodanovic, presidente do Partido Socialista, criticou a falta de estratégia da ministra da Segurança, Trinidad Steinert, e a megareforma econômica do governo. O presidente da UDI, Guillermo Ramírez, defendeu Steinert, classificando suas declarações como razoáveis. As críticas surgem 50 dias após o início do governo de José Antonio Kast.
Paulina Vodanovic, presidente do Partido Socialista, criticou a gestão da ministra da Segurança, Trinidad Steinert, em entrevista ao programa Mesa Central, do Canal 13. "A ministra deve cumprir o dever que a lei lhe impõe, que é ter uma estratégia nacional para combater o terrorismo e o crime", declarou Vodanovic, insistindo que os ministros devem construir políticas públicas e dirigir a estratégia de segurança nacional.
Vodanovic apontou atrasos na coesão da equipe e falta de resultados na migração. "19 seremis deixaram o governo, zero imigrantes expulsos", disse ela. Ela também questionou a megareforma econômica: "O projeto baseia-se em premissas errôneas" e visa "arrecadar menos", alertando que reduz impostos para grandes empresas sem compensações claras.
Em resposta, o presidente da UDI, Guillermo Ramírez, apoiou Steinert em conversas com o La Tercera e o Mesa Central. "O que a ministra Steinert diz me parece razoável", afirmou, acrescentando que não existe uma "bala de prata" na segurança e que são necessárias 100 medidas. "Ela será julgada por sua capacidade de tornar o Chile um país mais seguro", declarou Ramírez.
Steinert havia reconhecido as críticas à sua gestão 50 dias após o início do governo. "Deixem-nos trabalhar, estamos fazendo isso, mas os resultados não podem ser imediatos", disse ela ao La Tercera. Ramírez também defendeu o governo das declarações do Ministério da Fazenda sobre cortes orçamentários, acusando a esquerda de irresponsabilidade.