O presidente José Antonio Kast liderou um comitê político no La Moneda na segunda-feira, onde repreendeu o deputado Diego Schalper (RN) por suas críticas ao governo. O líder pediu unidade na base governista, particularmente em relação às modificações no Mepco devido à alta dos preços dos combustíveis. Arturo Squella, do Partido Republicano, descartou a ideia de 'fogo amigo' nas críticas internas.
Na segunda-feira, 23 de março de 2026, o presidente José Antonio Kast presidiu um comitê político ampliado no Palácio de La Moneda, reunindo líderes do Chile Vamos, republicanos e sociais-cristãos. Os presentes relataram que Kast abordou questões nacionais e repreendeu o deputado Diego Schalper (RN) por suas recentes críticas públicas ao governo, manifestadas no Mesa Central e no Desde La Redacción de La Tercera. Schalper havia questionado a clareza na comunicação da porta-voz Mara Sedini e rotulou a potencial restrição da gratuidade para maiores de 30 anos como uma 'equivocação', alertando que a empatia com a crise de segurança não deveria permitir ações sem controle. Após a reunião, Schalper minimizou o ocorrido: 'Quando você recebe um país com as taxas de homicídio deixadas pelo governo do presidente Boric, com o déficit fiscal deixado pelo presidente Boric, é preciso comunicar claramente as medidas'. Ele apoiou a investigação de fraudes nos benefícios educacionais da gestão anterior. Fontes internas afirmam que Kast pediu unidade e empatia a Schalper. O apelo estendeu-se a todo o governismo em relação ao Mepco, a primeira frente política do governo diante da alta dos combustíveis devido ao conflito no Irã. Um ajuste ocorreu naquele dia, com mais mudanças anunciadas pelo ministro da Fazenda, Jorge Quiroz, e um projeto de lei enviado ao Congresso. Arturo Squella, presidente do Partido Republicano e senador, descartou a ocorrência de 'fogo amigo' nas críticas de Schalper e de Paulina Núñez (RN, presidente do Senado), que declarou que colaborar não significa 'seguirle el amén en todo' (concordar com tudo) a Kast. Squella enfatizou: 'Existem formas de levantar as questões e é preciso buscar os momentos certos para transmitir a experiência'. Ele apelou para que as opiniões sejam canalizadas através de instâncias como o comitê político.