A ministra da Segurança Pública do Chile, Trinidad Steinert, anunciou que entrará com uma ação criminal contra o senador Daniel Núñez (PC) por imputação injuriosa, após críticas feitas por ele sobre os vínculos comerciais dela com um ex-marido que defendeu um traficante de drogas. Núñez exigiu sua renúncia, citando riscos de infiltração do crime organizado. Steinert rejeitou as alegações e defendeu a sociedade inativa.
A controvérsia surgiu após uma reportagem do La Segunda revelar que a ministra Trinidad Steinert mantém uma empresa imobiliária, a Inmobiliaria e Inversiones El Yunke Limitada, com seu ex-marido, Rodrigo Irrazabal Izikson. Este advogado consta no registro da Controladoria-Geral da República como um profissional que defendeu réus sob a Lei 20.000 de tráfico de drogas.
O senador Daniel Núñez (PC) criticou duramente o vínculo nas redes sociais. "É um erro grave que a ministra da Segurança Pública não tenha dissolvido a sociedade comercial que mantinha com seu ex-companheiro, um advogado que defendeu um conhecido traficante em um caso de drogas de grande repercussão", declarou. Ele acrescentou que isso representa um risco de infiltração do tráfico de drogas no Estado e exigiu que Steinert "se afaste" para garantir certeza absoluta.
No dia 30 de abril, Steinert falou à imprensa acompanhada pelos subsecretários Andrés Jouannet e Ana Victoria Quintana. "O advogado ligado a mim pela publicação é meu ex-marido, com quem formamos, há 25 anos, uma sociedade que nunca teve movimentações e que não dissolvemos após a anulação do nosso casamento", explicou. Ela ressaltou que Irrazabal representou uma pessoa ligada a tais crimes apenas uma vez, há 16 anos, rejeitando as insinuações e afirmando que "na política, nem tudo vale".
No dia 1º de maio, Steinert anunciou o processo nas redes sociais. "Entrarei com uma queixa-crime contra o senador do PC, Daniel Núñez, por imputação injuriosa, prejudicando minha honra. Tolerância zero para aqueles que prejudicam servidores públicos, como também aconteceu com a ministra Lincolao", escreveu. "Gangues criminosas não nos intimidam, nem as calúnias do Sr. Núñez", acrescentou.