A ministra da Segurança, Trinidad Steinert, negou perante a Comissão de Segurança do Senado qualquer envolvimento na saída da ex-subdiretora de Inteligência da PDI, Consuelo Peña, e descartou rumores de um relacionamento romântico com um subdelegado. Steinert expressou desconforto com as reportagens que vinculam seu período como procuradora regional em Tarapacá à decisão. Ela também apresentou o Plano Integral de Segurança Pública do governo.
Trinidad Steinert compareceu à Comissão de Segurança do Senado na quarta-feira para delinear o roteiro de segurança do governo. As prioridades incluem o combate ao crime organizado, prevenção integral, análise criminal e fortalecimento policial.
Os senadores pressionaram sobre a controversa saída de Consuelo Peña, uma veterana de 36 anos na PDI que foi chamada para a aposentadoria. Relatos sugerem que Steinert solicitou sua remoção devido a um incidente passado, no qual Peña desmantelou uma equipe policial do norte e solicitou a transferência do subdelegado Mauricio Fuentes para Santiago, desagradando a então procuradora regional de Tarapacá. Steinert negou qualquer interferência: "Esta decisão foi institucional, conforme declarado pelo diretor da PDI, Eduardo Cerna".
O senador Juan Luis Castro perguntou diretamente se ela havia sugerido a saída de Peña, observando que isso gerou tensões entre as instituições. Steinert expressou desconforto com comentários depreciativos e descartou uma "história romântica paralela que nunca aconteceu". Ela afirmou que as dúvidas visam fabricar um enredo e reafirmou sua dedicação à crise de segurança.
Steinert delineou o Plano Integral de Segurança Pública, visando a recuperação de territórios dominados por criminosos, como o Cerro Chuño em Arica; operações contra fugitivos; e mudanças legais para julgamentos orais sem a presença do réu.