A Ministra da Segurança, Trinidad Steinert, rebateu as críticas do diretor do Instituto Nacional de Derechos Humanos (INDH), Yerko Ljubetic, à lei Nain-Retamal, classificando-as como um ataque ao seu mandato. Steinert acusou Ljubetic de usar uma 'lógica invertida' e defendeu a lei como um avanço fundamental contra a impunidade criminal. A disputa ocorreu durante o evento de prestação de contas públicas do INDH em 2025.
A Ministra da Segurança, Trinidad Steinert, emitiu uma declaração na terça-feira defendendo a lei Nain-Retamal contra observações feitas pelo diretor do INDH, Yerko Ljubetic. Durante a prestação de contas públicas do INDH em 2025 na segunda-feira, Ljubetic disse que a lei 'conspira' contra a ação policial e amplia a 'impunidade' para carabineros que violam normas legais.
Steinert rebateu dizendo que Ljubetic usa 'uma lógica invertida' ao presumir a inocência de criminosos enquanto a nega aos policiais. 'Isso vai contra o bom senso', disse ela, descrevendo a lei como 'um dos avanços mais importantes dos últimos anos' que 'acaba com a impunidade' para aqueles que matam policiais em situações extremas.
A ministra esclareceu que a presunção da lei não elimina as investigações do Ministério Público nem as ações judiciais, mas equilibra as condições para os carabineros que arriscam suas vidas. 'Equilibrar legalmente o campo para aqueles que arriscam suas vidas não é uma ameaça aos direitos humanos', afirmou.
As críticas de Ljubetic levaram deputados do Renovación Nacional a solicitar antecedentes técnicos e jurídicos do INDH.