Após o indiciamento do governador de Sinaloa, Rubén Rocha Moya, e de nove autoridades pelos EUA por supostos vínculos com o cartel Los Chapitos, a presidente Claudia Sheinbaum exigiu provas irrefutáveis em 30 de abril antes de qualquer extradição, rejeitando o que chamou de evidências fracas. O líder do PRI, Alejandro 'Alito' Moreno, pediu o cancelamento do registro do Morena devido a ligações com o crime organizado.
O indiciamento do Distrito Sul de Nova York, de 29 de abril, acusa Rocha, o senador Enrique Inzunza Cázarez, o prefeito de Culiacán, Juan de Dios Gámez Mendívil, e outras sete pessoas de conspirarem com Los Chapitos para traficar fentanil, heroína, cocaína, metanfetaminas, metralhadoras e explosivos para os EUA, supostamente em troca de apoio nas eleições de 2021 e subornos. (Veja a cobertura anterior para detalhes completos das acusações).
Em sua coletiva de imprensa de 30 de abril, a presidente Sheinbaum confirmou que falou com Rocha: “Se não há nada, não há nada a temer”. Ela insistiu que a FGR precisa de provas sólidas para prosseguir com os pedidos de extradição recebidos pela SRE em 28 de abril, descartando as evidências como “uma folha de papel” que cita apelidos como ‘Juanito’, ‘R1’ e ‘Tornado’. “Não protegeremos ninguém que cometeu um crime, mas se não há provas claras, é evidente que o objetivo é político”, disse ela, rejeitando interferência estrangeira.
Rocha negou as acusações: “Não nos precipitemos. Não temo nada porque me sinto uma pessoa limpa”.
O líder do PRI, Alejandro 'Alito' Moreno, exigiu que o INE cassasse o registro do Morena: “Não é um partido político, é um cartel do crime organizado”. O Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos EUA classificou a medida como “apenas o começo”. A American Society of Mexico pediu uma ação transparente sob os tratados bilaterais.