Autoridades federais detiveram o prefeito de Tequila, Diego Rivera Navarro, juntamente com três funcionários municipais em 5 de fevereiro de 2026, por suposta extorsão e ligações com o Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG). A operação, parte da Operação Enjambre, decorre de queixas de cidadãos sobre corrupção na prefeitura. Figuras políticas, incluindo a liderança do Morena e o governador de Jalisco, saudaram a ação e anteciparam mais investigações.
Em 5 de fevereiro de 2026, por volta das 3h30, forças federais lançaram a Operação Enjambre em Tequila, Jalisco, prendendo o prefeito filiado ao Morena, Diego Rivera Navarro, acusado de liderar uma rede de corrupção que extorquia empresas de tequila e cervejarias, incluindo uma tentativa em dezembro de 2025 de cobrar 60 milhões de pesos da José Cuervo, o que levou a uma denúncia de extorsão. Junto a ele, as autoridades detiveram Juan Manuel Pérez Sosa, diretor de segurança pública; Juan Gabriel Toribio Villarreal, do cadastro e patrimônio; e Isaac Carbajal Villaseñor, diretor de obras públicas. Coordenada pela Secretaria de Segurança e Proteção Cidadã (SSPC), sob Omar García Harfuch, as investigações examinam ligações com uma célula do CJNG, além de desvio de fundos, ameaças e violência política de gênero contra vereadoras, conforme divulgado pelo procurador de Jalisco, Salvador González. Rivera Navarro enfrenta pelo menos quatro processos de investigação anteriores, incluindo uma tentativa de sequestro de um candidato em 2021, relatada pelo PAN de Jalisco, e sua convocação em maio de 2025 por um evento com imagens de 'El Mencho'. Após a prisão, ele foi transferido para a prisão de El Altiplano, no Estado do México. O Morena, por meio de Luisa María Alcalde, declarou: 'No Morena não há intocáveis nem pactos de impunidade.' O governador Pablo Lemus Navarro anunciou mais detenções em Jalisco para uma 'limpeza' da corrupção e garantiu a segurança estadual em Tequila. A prefeita de Uruapan, Grecia Quiroz, elogiou a medida e exigiu investigações sobre políticos ligados ao assassinato de seu marido, Carlos Manzo, em novembro de 2025. O líder do PRI, Alito Moreno, culpou o Morena por fomentar 'narco-governos', enquanto o PAN destacou os conhecidos laços criminosos do prefeito desde sua nomeação. A operação faz parte de uma campanha nacional contra a extorsão que já prendeu três prefeitos no Estado do México.