Diego Rivera Navarro, prefeito de Tequila, Jalisco, foi detido em 5 de fevereiro de 2026 por suposta extorsão, corrupção e ligações com o Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG). A prisão ocorreu após inúmeras queixas de donos de empresas e cidadãos, incluindo uma tentativa de extorquir 60 milhões de pesos da José Cuervo. Rivera Navarro, do Morena, fracassou em um amparo federal que poderia tê-lo protegido.
Diego Rivera Navarro assumiu o cargo de prefeito de Tequila em outubro de 2024 pela coalizão Juntos Haremos Historia, que inclui Morena, PVEM e PT. Ele prometeu 'dar o exemplo', mas logo enfrentou acusações de irregularidades. Em dezembro de 2025, autoridades municipais tentaram cobrar 60 milhões de pesos em impostos prediais da José Cuervo, levando o governador de Jalisco, Pablo Lemus, a intervir e remover os selos de fechamento dos locais fechados para cobrança. Os pedidos de denúncia se acumularam: um vereador registrou em 3 de outubro de 2025 que Rivera concordou em repassar 40 milhões de pesos anuais de fundos públicos ao CJNG em troca de auxílio em extorsões, 'cobranças de piso' e sequestros. Outro comerciante, em denúncia de 5 de agosto de 2025, afirmou que o prefeito se apresentou como 'subordinado' a Nemesio Oseguera Cervantes, 'El Mencho', líder do CJNG, chamando-o de 'o chefe' e mencionando um show em sua homenagem dos Los Alegres del Barranco. A presidente Claudia Sheinbaum revelou em 6 de fevereiro de 2026, durante sua mañanera, que recebeu 'muitas' denúncias de empresários e cidadãos, o que motivou a investigação da FGR e do Gabinete de Segurança. O Morena consultou a FGR e a procuradoria estadual e não encontrou processos prévios contra Rivera no momento de sua nomeação, negando conhecimento de vínculos com o CJNG. Rivera solicitou um amparo federal em 6 de janeiro de 2026 contra o processo da Procuradoria Anticorrupção de Jalisco, alegando falta de elementos para sua defesa. Contudo, não atendeu às exigências do Juízo de Distrito Quarto, resultando na declaração de 'não conhecido' do amparo em 4 de fevereiro. Horas depois, em 5 de fevereiro, foi detido junto aos diretores de Segurança Pública (Juan Manuel Pérez Sosa), Cadastro e Patrimônio (Juan Gabriel Toribio Villarreal) e Obras Públicas (Isaac Carbajal Villaseñor), em operação da SEDENA, Marinha, FGR e SSPC. Enfrenta ao menos quatro investigações por extorsão, ameaças e violência de gênero, e foi transferido para a prisão de Altiplano. Ele também foi associado a um relógio de luxo Richard Mille RM 002 V2 Tourbillon, avaliado entre 450 mil e 650 mil dólares, visto em suas redes sociais. Não apresentou sua declaração patrimonial de 2025, invocando proteção de dados pessoais.