O Bitcoin abriu o segundo semestre de 2026 negociado próximo a US$ 58.600, após uma queda de 33% este ano. Os ETFs de Bitcoin à vista registraram US$ 4,5 bilhões em saídas líquidas durante junho. Analistas agora avaliam se a criptomoeda irá se recuperar em direção aos US$ 100.000 ou testar novamente a faixa entre US$ 50.000 e US$ 55.000.
Dados da CryptoSlate mostram que o Bitcoin caiu mais de 50% desde o seu pico em outubro, acima de US$ 126.000. O preço encontra-se em seu nível mais fraco desde setembro de 2024, marcando o pior início de ano desde a crise cripto de 2022.
Os ETFs de Bitcoin à vista nos EUA registraram seu pior mês desde o lançamento em janeiro de 2024, com o IBIT da BlackRock respondendo pela maior parte dos saques. A Ecoinometrics observou uma pressão de venda persistente, afirmando que os últimos 30 dias foram marcados por saídas implacáveis.
O Federal Reserve, sob a liderança do presidente Kevin Warsh, adotou um tom mais hawkish em sua reunião de junho. Os mercados agora consideram a possibilidade de um aumento nas taxas de juros em vez de cortes, removendo o apoio de liquidez esperado para o Bitcoin.
A Strategy vendeu 32 Bitcoins em maio por cerca de US$ 2,5 milhões. A empresa indicou que pode vender participações adicionais para fortalecer seu balanço patrimonial e financiar a recompra de ações.
A Lei CLARITY permanece como um foco político de curto prazo no Senado antes do recesso de agosto. Sua aprovação poderá trazer clareza regulatória para os ativos digitais.