O Bitcoin subiu em direção a US$ 65.000 em 14 de julho, após os preços ao consumidor de junho caírem mais do que o esperado. O relatório aliviou preocupações imediatas sobre um aumento da taxa de juros pelo Federal Reserve. Tensões renovadas com o Irã impulsionaram os preços do petróleo e limitaram ganhos adicionais.
O Departamento do Trabalho informou que o índice de preços ao consumidor caiu 0,4 por cento em junho, sua maior queda mensal desde abril de 2020. A inflação anual desacelerou para 3,5 por cento, ante 4,2 por cento em maio, ficando abaixo das previsões de 3,8 por cento. O CPI principal, excluindo alimentos e energia, permaneceu inalterado no mês e subiu 2,6 por cento em relação ao ano anterior.
O Bitcoin atingiu a máxima de US$ 64.832 logo após a divulgação dos dados, ganhando cerca de 4 por cento desde a sua mínima intradiária. O movimento trouxe a criptomoeda a menos de US$ 200 do nível de US$ 65.000, que tem lutado para superar nas últimas semanas. Os traders também notaram acumulação por carteiras que detêm entre 10 e 10.000 BTC.
O presidente do Fed, Kevin Warsh, disse ao Congresso no mesmo dia que o relatório era apenas um ponto de dados e não representava uma missão cumprida. Ele reafirmou o compromisso do banco central com a restauração da estabilidade de preços. A taxa básica de juros permaneceu entre 3,5 por cento e 3,75 por cento.
A escalada do conflito entre EUA e Irã reverteu as quedas anteriores nos preços da energia. O petróleo Brent subiu acima de US$ 87 por barril, enquanto o West Texas Intermediate atingiu US$ 80,53. Analistas disseram que custos de combustível mais altos podem impulsionar a inflação novamente nos próximos meses e limitar o avanço do Bitcoin acima de US$ 65.000.