A estatal cubana Unión Eléctrica (UNE) prevê que 62% da ilha ficarão sem energia simultaneamente nesta segunda-feira no pico de demanda. A crise energética se aprofundou desde meados de 2024, agravada pelo bloqueio ao petróleo imposto pelos EUA em janeiro. Nove das 16 usinas termoelétricas do país estão atualmente fora de serviço.
Cuba enfrenta uma grave crise energética que provocará apagões simultâneos em 62% da ilha nesta segunda-feira, segundo dados da estatal Unión Eléctrica (UNE), vinculada ao Ministério de Energia e Minas. No horário de pico, a capacidade de geração está em 1.220 megawatts (MW) contra uma demanda máxima de 3.150 MW, resultando em um déficit de 1.930 MW e uma desconexão estimada de 1.960 MW para evitar falhas descontroladas. Isso marca o pior cenário desde 7 de março, quando 68% da ilha ficou simultaneamente sem energia — o maior déficit desde o início dos relatórios regulares em 2022. Nove das 16 usinas termoelétricas, que fornecem 40% da matriz energética, estão paralisadas por quebras ou manutenção. O governo cubano culpa principalmente o bloqueio de petróleo dos EUA, descrito como 'asfixia energética', enquanto especialistas independentes apontam subfinanciamento crônico do setor combinado com sanções dos EUA. Nesse contexto, o México entregou um terceiro carregamento de ajuda humanitária em 13 de março, com alimentos para aliviar a crise, somando-se a quase 2.000 toneladas de entregas anteriores. A vice-ministra Josefina Vidal agradeceu a solidariedade do México nas redes sociais.