A Bluesound lançou o Pulse Cinema, uma soundbar Dolby Atmos de US$ 1.499 voltada para entusiastas de música em busca de um rival da Sonos. O dispositivo se destaca na clareza de diálogos e reprodução musical, mas fica aquém em efeitos imersivos completos sem atualizações de software futuras. Possui uma versátil gama de entradas e suporta formatos de áudio de alta resolução.
Bluesound, uma marca canadense de áudio sem fio popular entre audiófilos por seu suporte a formatos lossless e hi-res, entrou no mercado de home theater de forma mais agressiva com a soundbar Pulse Cinema. Preçada em US$ 1.499, este sistema de 3.0.2 canais marca a primeira oferta Dolby Atmos da empresa com drivers up-firing dedicados e um canal central, posicionando-a como uma alternativa premium ao Sonos Arc Ultra — especialmente em meio à recuperação da Sonos de uma controvérsia de software em 2024 que afastou alguns usuários. O Pulse Cinema mede 47 polegadas de largura, encaixando-se perfeitamente sob TVs de 50 a 65 polegadas, com grade de tecido e curvas suaves para uma estética menos industrial. Possui uma configuração de 500 watts e 12 drivers, incluindo dois woofers e quatro radiadores passivos para resposta de graves sólida. A conectividade é robusta: uma porta HDMI-ARC/eARC única, entradas analógicas e digitais, USB para armazenamento, Bluetooth bidirecional com aptX Adaptive, opções de Ethernet ou Wi-Fi e saída para subwoofer com fio — superando muitos concorrentes em versatilidade, embora falte entradas HDMI adicionais. Para televisão e filmes, a soundbar oferece clareza excepcional de diálogos, garantindo que as vozes permaneçam centralizadas e inteligíveis em meio a cenas complexas. Em testes com filmes como Dune, capturou detalhes sutis como zumbidos de motores de ornithopter e interferências de rádio distantes sem confusão. O palco sonoro se estende amplo e alto, aprimorando a imersão em sequências de ação de Mad Max: Fury Road e Ford v Ferrari. No entanto, efeitos de canais de altura no Dolby Atmos, como tiroteios envolventes em No Time to Die, não igualam a precisão do Sonos Arc Ultra ou Sennheiser Ambeo Soundbar Plus. O desempenho musical se destaca, com agudos brilhantes, graves ressonantes e palco sonoro mais amplo que o Arc Ultra ao upmixar fontes estéreo. Ainda assim, a ausência de ajustes de EQ — limitados aos modos Music, Movie e Late Night — pode levar à fadiga do ouvinte por treble ligeiramente agudo. O app BluOS oferece controle rápido e acesso a serviços como Tidal e Qobuz, mas tem lacunas: sem suporte nativo a Apple Music lossless, sem Google Cast e compatibilidade com Dolby Atmos Music atrasada. A Bluesound planeja atualizações de software para habilitar expansão 5.1.2 com alto-falantes e subwoofers compatíveis, adicionar processamento de efeitos de baixa frequência, ajustes de canais discretos e possivelmente correção de sala Dirac. Até lá, a esse preço, adequa-se mais a usuários focados em música do que àqueles que exigem proeza completa em home theater.