Fabricantes chineses de energia solar relataram US$ 1,5 bilhão em prejuízos no primeiro trimestre de 2026, à medida que o excesso de oferta desencadeou guerras de preços. O país mantém capacidade de produção suficiente para atender a aproximadamente o dobro da demanda global, mas continua a expandir instalações e modernizar cadeias de suprimentos.
Empresas chinesas construíram fábricas capazes de produzir o dobro das necessidades mundiais de energia solar, de acordo com análise do Rhodium Group. Esse desequilíbrio reduziu drasticamente os preços, com fabricantes como JinkoSolar e Longi relatando falta de lucratividade por três anos consecutivos.
Os esforços do governo para limitar a superprodução tiveram efeito limitado. As autoridades designaram o setor solar como estratégico em 2010 e continuam a priorizar a manufatura avançada em detrimento de cortes na capacidade, conforme observado em um relatório recente do Rhodium Group.
Os baixos preços resultantes impulsionaram o crescimento renovável global. A energia solar gerou mais eletricidade nos EUA do que o carvão pela primeira vez em maio, enquanto fontes limpas supriram toda a nova demanda mundial por eletricidade em 2025, segundo dados da Ember.
Observadores do setor esperam que os preços permaneçam baixos. Hannah Pitt, do Rhodium Group, afirmou que os dados apontam para uma acessibilidade contínua no futuro próximo.