Uma análise de 17 milhões de menções nas redes sociais após a Marcha para Jesus em São Paulo mostrou divisões entre evangélicos sobre a mistura de religião e política.
O levantamento da Ativaweb DataLab, realizado nas primeiras 20 horas após o evento, indicou que Flávio Bolsonaro recebeu o maior volume de menções, com 51,9% de tom negativo. Parte das críticas se relacionou à sua fala sobre uma "guerra espiritual" e que "o mal vai ser expulso do governo".
Jorge Messias, advogado-geral da União, obteve 48,6% de menções positivas. O ministro do STF André Mendonça registrou o melhor desempenho, com 52,1% de avaliações positivas, enquanto Tarcísio de Freitas apresentou um cenário equilibrado.
A ausência do presidente Lula gerou repercussão favorável em parte das postagens, interpretada como respeito ao Estado laico. Comentários como "Marcha para Jesus ou Marcha para Bolsonaro?" foram recorrentes, refletindo questionamentos sobre a presença de pré-candidatos.
A consultoria concluiu que o eleitorado evangélico demonstra divisões explícitas sobre os limites entre fé e disputa eleitoral.